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Correio da Manhã

Portugal
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PJ DESFAZ LAÇO

O esquema exigia, da parte dos criminosos, grandes doses de paciência. Depois de colocar o dispositivo nas caixas multibanco (ATM), os elementos da rede esperavam que o mesmo, conhecido como ‘Laço Libanês’, prendesse os cartões dos utilizadores. Na posse dos códigos ‘pin’, tornava-se fácil o acesso às contas bancárias. Após dois meses de investigação, a PJ conseguiu deter dois membros deste grupo.
4 de Setembro de 2004 às 00:00
Em conferência de imprensa, a Judiciária alertou ontem os utilizadores para se certificarem se as máquinas estão em condições normais antes de introduzirem o cartão.
Este método (que o CM explicou detalhadamente na sua edição de 26 de Agosto, a propósito de uma burla em Moscavide) nasceu na América Central, tendo entrado em Portugal em 1997. “A realização desta burla não implica grandes conhecimentos. Depois de ser manufacturado, um invólucro de plástico é introduzido na ranhura da máquina ATM, bloqueando a leitura do cartão”, explicou Carlos Cabreiro, coordenador de investigação criminal da Direcção Central de Combate à Criminalidade Económico-Financeira (DCICCEF) da PJ.
A capa plástica – conhecida como ‘Laço Libanês’ devido à forma como é acoplada à ranhura das máquinas ATM –, impede que o cartão seja reavido pelo seu devido proprietário, registando-se aqui a segunda linha de actuação da rede organizada.
“Outros elementos do grupo prontificam-se a ajudar os clientes, fixando assim o código ‘pin’. Quando as pessoas desistem e se vão embora, alguém, também da rede, retira, com uma pinça, o cartão do suporte”, acrescentou Carlos Cabreiro.
Após mais de vinte queixas recebidas, e prejuízos estimados em mais de 100 mil euros, a DCICCEF conseguiu deter dois indivíduos, do Leste europeu, pertencentes a esta rede.
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