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Correio da Manhã

Portugal
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PJ detém jovem suspeito de abusos sexuais a menor residente em Viseu

Crimes terão ocorrido em casa à enteada, menor de idade.
Lusa 14 de Setembro de 2020 às 18:47
Mulher vivia com corpo da filha morta há uma semana em casa.
Mulher vivia com corpo da filha morta há uma semana em casa. FOTO: Direitos Reservados
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira que deteve um jovem suspeito de vários crimes de abuso sexual à sua enteada, menor de idade, em Viseu, tendo o arguido ficado obrigado a apresentações semanais e proibido de contactar a vítima.

"O detido, com 27 anos de idade, foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de obrigação de apresentações semanais, proibição de contactos com a vítima ou de qualquer outro menor com idade inferior a 16 anos", explicou à Lusa um dos coordenadores da PJ de Coimbra.

Segundo Camilo Oliveira, "a investigação teve início em finais de junho deste ano", quando é aberto o inquérito, na sequência da apresentação da queixa pela mãe da menor.

"Havia uma relação de proximidade, familiar, uma vez que ele [o suspeito] é padrasto. A mãe desconhecia os abusos, eles só lhe foram revelados pela menina, a vítima, quando o suspeito foi trabalhar para o estrangeiro. Na ausência dele, a menina ganhou coragem e contou à mãe o que se estava a passar e é nessa sequência que a mãe apresenta queixa", adiantou o inspetor da PJ.

 De acordo com Camilo Oliveira, o suspeito "trabalha na área da construção civil e viajou para o estrangeiro, para França, na sequência da vida profissional dele, uma vez que surgiu a oportunidade e foi para lá trabalhar", e "vem a ser detido no regresso, quando entrou em Portugal, no dia 11 de madrugada".

"Os abusos aconteciam em casa (...). Obviamente, ele valia-se da posição de superioridade sobre ela para cometer os abusos", acrescentou.

Segundo a PJ, o arguido praticou os abusos entre dezembro de 2019 e junho de 2020 e, durante este período, a menor "passa dos 13 para os 14 anos", pelo que "deixa de ser um [crime de] abuso sexual de crianças, que é até aos 13, e passa a ser um abuso sexual de menores dependentes".

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