Ex-vice da bancada do PSD é principal suspeito de crimes com ajustes diretos

PJ faz buscas a 70 alvos por corrupção, participação económica em negócio, tráfico de influências e falsificação. Advogados vão ser constituídos arguidos.
Por Henrique Machado|27.06.18

Sérgio Azevedo, deputado na Assembleia da República, onde foi vice-presidente da bancada do PSD até fevereiro passado, é considerado o principal suspeito da prática de crimes, apurou o CM, numa teia com dezenas de envolvidos, entre políticos, altos funcionários, assessores e empresários, e que levou esta manhã a uma operação da Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária com cerca de 70 alvos de norte a sul, mas sobretudo em Lisboa. O nome da operação é "Operação Tutti Frutti".

PJ faz buscas no Partido Socialista e no PSD em Lisboa


Em causa, sabe o CM, num esquema de negócios com ajustes diretos envolvendo dinheiros públicos, e também de contratações de assessores à revelia das regras, estão crimes de corrupção, participação económica em negócio, falsificação de documento ou tráfico de influências.

Na operação desta quarta-feira serão constituídos arguidos todos os advogados alvo de buscas, por suspeitas de envolvimento em crimes - algo que é obrigatório por lei no que diz respeito a advogados.

Quanto aos outros suspeitos, nomeadamente Sérgio Azevedo, Luís Newton, outros autarcas, e Carlos Eduardo Reis, conselheiro nacional do PSD, ex-presidente da JSD de Braga - um dos principais visados, por ligações a empresas -, não serão para já constituídos arguidos por questões de estragégia processual.

Ex-vice presidente da bancada do PSD é principal suspeito de crimes com ajustes diretos
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