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Correio da Manhã

Portugal
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PJ já deteve 41 incendiários este ano

Três homens detidos por suspeitas da autoria de incêndios em Cinfães, Baião e Lamego.
26 de Agosto de 2013 às 12:06
Fogos ateados com recurso a isqueiro
Fogos ateados com recurso a isqueiro FOTO: Sérgio Lemos

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira a detenção de três homens suspeitos de terem ateado fogos em Lamego, Cinfães e Baião, elevando para 41 os detidos pelo crime de incêndio florestal.

Através da Diretoria do Norte e em colaboração com a GNR, a PJ deteve um homem, de 42 anos, sobre quem recai a suspeita de ser o autor de um crime de incêndio florestal, que ocorreu no sábado, em Cinfães.

O indivíduo terá ateado o fogo numa zona de mato e floresta, com recurso a um isqueiro, causando um incêndio de grandes proporções, superior a 100 hectares, o qual pôs em perigo pessoas e bens.

A PJ suspeita que este homem, um servente reformado por invalidez, possa ser o responsável por outros incêndios que deflagraram naquela zona, em dias anteriores.

Segundo referiu polícia, em comunicado, o detido não possui antecedentes criminais, "nem apresenta qualquer motivação racional para a prática dos factos em investigação, para além de uma forte compulsão pelo atear de incêndios".

A "forte compulsão pelo atear de incêndios" poderá ter levado também, de acordo com a PJ, um trabalhador agrícola de 31 anos, a provocar um fogo no concelho de Baião.

Este suspeito, que foi detido numa investigação que contou com a colaboração da GNR, terá usado um isqueiro para atear o incêndio numa zona de mato e floresta, no sábado.

O homem está ainda indiciado pela autoria de um outro fogo ocorrido na noite do dia 07 de agosto.

Através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, a PJ deteve um desempregado, de 40 anos, suspeito de ter ateado dois incêndios no Lugar de Portela, Freguesia de Pretarouca, em Lamego, que consumiram cerca de dois hectares de floresta, mato, castanheiros e ainda árvores de fruto integrados em zona agrícola.

Os fogos, que ocorreram nos dias 18 e 22 de agosto, colocaram também em perigo várias habitações e armazéns existentes na sua proximidade, os quais, segundo disse a PJ, "só não foram consumidas devido à rápida intervenção dos bombeiros".

Os três homens vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

A PJ anunciou que, no corrente ano, já procedeu à identificação e detenção de 41 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

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