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Correio da Manhã

Portugal
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PJ passou Consoada à caça de droga

Enquanto a família estava reunida em casa a comemorar a noite de Natal, uma equipa de inspectores da PJ esteve de vigia no porto de Lisboa por causa de um navio suspeito que vinha da Colômbia. A consoada terminou com a apreensão de apenas 53.050 gramas de cocaína.
29 de Dezembro de 2006 às 00:00
Droga chegou a Lisboa num contentor embarcado na Colômbia
Droga chegou a Lisboa num contentor embarcado na Colômbia FOTO: Jorge Paula
A pequena quantidade de droga apreendida leva as autoridades a acreditarem que o transporte não passou de um teste para a possível entrega de uma quantidade de droga maior.
A droga vinha dissimulada dentro de uma mochila, num contentor que transportava café.
A operação de prevenção ao tráfico de droga, denominada ‘Cala’, contou com a colaboração de elementos da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo e elementos da Polícia Marítima. Ao longo da noite, segundo fonte da PJ, as equipas envolvidas na acção controlaram várias centenas de toneladas de fruta – que foram transportadas no mesmo navio mercante.
Foi aberto um inquérito para apurar a origem da droga. A PJ prossegue agora a investigação para identificar os responsáveis pela introdução de droga no País e consequentemente a organização criminosa que opera a partir da Colômbia. Portugal serve, segundo as autoridades, como porta de entrada para os restantes países europeus.
MAIOR PARTE DA 'COCA' VEM DA COLÔMBIA
O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência estima que, em 2004, a produção mundial de cocaína aumentou para cerca de 687 toneladas. A Colômbia é um dos principais países fornecedores, sendo responsável por 56 por cento da produção de cocaína. A maior parte da cocaína apreendida na Europa entra no continente vinda da América do Sul, ou através de países da América Central ou das Caraíbas, embora os países africanos estejam a ser cada vez mais utilizados como rotas de trânsito alternativas – para despistar as autoridades.
Segundo o último relatório do Instituto das Drogas e da Toxicodependência, os preços da droga baixaram nos últimos cinco anos e é provável que as drogas estejam agora mais baratas do que nunca. O Instituto não relaciona estas conclusões com um aumento do consumo ou da oferta, mas teme que os preços levem os já consumidores a comprarem mais e não deixarem de consumir drogas.
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