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Correio da Manhã

Portugal
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PJ persegue raptora

A Polícia Judiciária (PJ) divulgou ontem fotografias de uma mulher, entre 35 e 40 anos, principal suspeita pelo rapto da bebé recém-nascida que desapareceu no último dia 17 de Fevereiro do Hospital Padre Américo, em Penafiel.
14 de Junho de 2006 às 00:00
Esta mulher terá informações sobre a bebé raptada da maternidade do Hospital de Penafiel
Esta mulher terá informações sobre a bebé raptada da maternidade do Hospital de Penafiel FOTO: Imagens captadas pelas câmaras do hospital
As imagens foram captadas pelas câmaras de videovigilância do hospital e passadas a pente fino pelos inspectores da PJ logo no dia do rapto. Mas não foi detectada a saída da bebé.
Os investigadores interessaram-se, na altura, por pessoas que transportassem sacas, cestos ou embrulhos, capazes de dissimular o transporte da recém-nascida.
Uma das pessoas que atraiu a atenção dos inspectores foi esta mulher, 35 a 40 anos, medindo entre 1,65 a 1,70 metros de altura, cabelo pelos ombros com madeixas de cor clara.
Os fotogramas da gravação vídeo foram mostrados a funcionários do hospital e, posteriormente, a alguns utentes. Os pais da bebé, Aníbal e Isaura Pinto, foram dos primeiros a ser confrontados com as fotos da suspeita, mas ambos garantiram não se lembrarem daquela mulher.
A dada altura, os investigadores deram mesmo um nome à suspeita: ‘Aurora’. Para além disso, a Polícia referiu mesmo a alguns funcionários do hospital que a tal mulher poderia ser proprietária de um Opel vermelho e ser funcionária de um jardim-de-infância da zona de Lousada.
Afinal, esta pista acabaria por ser abandonada, e tudo voltou à estaca zero. Agora, os investigadores chegaram ao último recurso e apostam tudo na divulgação das imagens da suspeita, para cuja identificação pedem a colaboração do público. Qualquer pessoa que entenda poder contribuir para a identificação da mulher nas imagens deverá contactar a PJ, através dos números de telefone 22 508 86 94 e 22 558 20 00.
A PJ chegou, de resto, a possuir retratos-robô de um total de cinco suspeitos: quatro homens e uma mulher. Mas foi nesta última, ‘Aurora’, que recaíram as principais atenções dos inspectores.
SEM PISTAS
À medida que os dias foram passando, a ansiedade foi crescendo para os pais da menina, Isaura e Abílio Pinto. Os inspectores da PJ interessaram-se por todos os pormenores que as pessoas atribuíssem como fora da rotina do hospital e todas as hipóteses foram consideradas. Inclusive a de nunca ter havido rapto ou a de os pais, família humilde de uma pequena aldeia de Lousada, estarem de algum modo envolvidos no desaparecimento da bebé – tese que depois abandonaram.
Há pouco mais de duas semanas, os pais da bebé, Abílio e Isaura, passaram por outra provação, quando a detenção dos raptores e o aparecimento da bebé foram noticiados. A notícia era falsa e a PJ apressou-se a desmenti-la.
'POLÍCIAS SEMPRE FALARAM DA LOURA'
Isaura Pinto, a mãe da bebé raptada, repetiu ao CM não conhecer a mulher que aparece no filme captado pelas câmaras de videovigilância do hospital. “Os agentes da Judiciária sempre me falaram dessa mulher alourada como sendo a principal suspeita de ter levado a minha menina”, diz Isaura. “Essa mulher saiu com um saco às costas e numa das fotografias ela aparece a esconder a cara com as mãos. A dada altura, os polícias disseram-me que ela se chamaria Aurora e que tinha um carro vermelho”, acrescenta Isaura Pinto.
O casal continua a depositar esperanças na investigação da PJ e espera que a divulgação das fotos possa contribuir para uma solução.
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