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Correio da Manhã

Portugal
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PJ sem pistas dos assaltantes

Eram já quase 17h00 quando o corpo de Francisco Barbosa, o ourives e sogro do ex-futebolista Fernando Couto, assassinado sexta-feira na sua casa em Valbom, Porto, saiu da capela em direcção ao cemitério da Igreja de S. Cosme, em Gondomar. A PJ continua a investigar o caso, mas permanece sem pistas sobre os autores do homicídio.

18 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Vários amigos e familiares acompanharam o cortejo fúnebre do ourives. Ex-futebolista estava abalado com a morte trágica do sogro
Vários amigos e familiares acompanharam o cortejo fúnebre do ourives. Ex-futebolista estava abalado com a morte trágica do sogro FOTO: Gisela Caridade

Fernando Couto acompanhou o cortejo fúnebre ao lado da mulher Luísa, que estava inconsolável. Durante a cerimónia, a mulher do ex-futebolista não saiu de perto do irmão Nélson, com quem mantém uma relação muito chegada. Já o outro irmão, Vítor, que encontrou o corpo do pai amordaçado e amarrado, não conseguiu ver o corpo do progenitor ser enterrado.

Vários foram os amigos e familiares que compareceram ontem no funeral. Alguns vizinhos não conseguiram conter a indignação pela forma como Francisco morreu. "Ele não merecia morrer desta forma, era tão boa pessoa" exclamavam, sem esconder a revolta pela violência do crime.

Também os filhos do ourives deixavam transparecer o sofrimento que os atormentava.

"Quero ficar sozinha, preciso de me despedir do meu pai" pediu Luísa às muitas pessoas que acompanharam a cerimónia.

Durante mais de 20 minutos, a mulher do futebolista permaneceu em frente da campa abraçada ao irmão. A família saiu do cemitério cabisbaixa e sem tecer qualquer comentário. "Não vamos falar agora, ainda é tudo muito recente" afirmou Fernando Couto.

Valentim Loureiro, presidente da Câmara de Gondomar, compareceu ontem na cerimónia para prestar as suas condolências.

Apesar dos contornos do crime ainda estarem por desvendar, suspeita-se de que Francisco terá sido assassinado por ladrões que tentavam roubar as malas com ouro que guardava em casa. Os exames realizados ao cadáver indicam que o ourives terá morrido asfixiado pela fita adesiva com que estava amordaçado.

CRIME COMETIDO DURANTE A NOITE OU MADRUGADA

Os contornos do crime de que foi vítima, na passada sexta-feira, o ourives Francisco Barbosa ainda estão por desvendar.

Até ao momento a Polícia Judiciária apenas sabe que Francisco Barbosa terá sido assassinado durante um assalto. O facto de a casa estar remexida, de um cofre ter sido estroncado e de várias malas de ouro terem sido roubadas são fortes indícios que apontam nesse sentido.

A hora concreta em que o crime foi cometido ainda não foi apurada, mas ao que tudo indica terá sido durante a noite ou de madrugada.

Francisco foi encontrado no quarto, amordaçado e amarrado com fita adesiva. A PJ continua a investigar todas as pistas , no sentido de encontrar os autores do brutal homicídio. n

VALENTIM ESTEVE PRESENTE NO APOIO À FAMÍLIA

Valentim Loureiro mostrou-se ontem solidário com a dor da família de Francisco Barbora.

O presidente da Câmara de Gondomar compareceu com a esposa no funeral, onde prestou uma última homenagem a Francisco que residia em Valbom, Gondomar.

Como ex-dirigente do Boavista, Valentim Loureiro também não quis deixar de dar os pêsames ao ex-futebolista Fernando Couto.

O autarca não escondeu a sua preocupação com a violência crescente na zona, sempre com os assaltos a ourives no topo das suas preocupações. Não fosse Gondomar a capital do ouro. n

PORMENORES 

POUCAS VISITAS

Moradores afirmam que Francisco recebia poucas visitas e que raramente a família passava lá em casa.

VISTO SEXTA-FEIRA

Francisco Barbosa foi visto pela última vez na noite de sexta-feira por uma vizinha, que lhe levava roupa e comida.

MEDO DE SER ASSALTADO

Segundo os vizinhos, o ourives assassinado tinha medo de ser assaltado. Francisco Barbosa nunca abria a porta a desconhecidos e recebia todos os clientes em casa.

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