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Correio da Manhã

Portugal
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PJ suspeita de homicídio

A Polícia Judiciária está a investigar as circunstâncias da morte de Marília Pereira, a mulher de 48 anos que, na madrugada de anteontem, morreu carbonizada devido a uma explosão no apartamento que habitava com o marido, em Queluz de Baixo, arredores de Lisboa.
3 de Maio de 2006 às 00:00
Fonte policial disse ao CM que a “excessiva carga térmica e o material combustível que havia na casa” indiciam mão criminosa no fogo.
Os bombeiros encontraram o corpo de Marília já carbonizado. A mulher estaria a dormir quando morreu. “Não apresentava sinais de ter sido amarrada ou de ter tentado fugir”, disse uma fonte dos bombeiros.
Tal como o CM noticiou na edição de ontem, o incêndio deflagrou pelas 00h00 e, inicialmente, havia indícios de que as chamas tinham deflagrado na sequência de uma fuga de gás. Mas, o material combustível que havia dentro de casa, como papéis, e as dimensões da explosão levam a suspeitar de mão criminosa.
A vítima estava em casa com o marido, António Pereira, de 52 anos. O homem foi encontrado pelas autoridades no exterior da habitação: tinha uma perna partida e vários ferimentos. Está internado no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, e já foi submetido a uma intervenção cirúrgica. O CM apurou que não se encontra sob detenção.
Os vizinhos do casal, moradores na Rua D. João II, em Queluz de Baixo, disseram ao CM que a violência da explosão foi “tão grande” que havia “vidros a voar por todo o lado”, comentou Cândida Tavares.
No combate às chamas estiveram 35 bombeiros de Barcarena, Queluz e Linda-a-Pastora. Foram auxiliados por 12 viaturas.
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