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Correio da Manhã

Portugal
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PJ vai confrontar Gerry e O Brien sobre telefonema

A Polícia Judiciária, com a colaboração das autoridades inglesas, fez medições por satélite para perceber quais os locais exactos de onde os McCann telefonaram para os amigos com quem passaram férias no resort algarvio de onde Madeleine desapareceu a 3 de Maio.
8 de Dezembro de 2007 às 00:00
Segundo o jornal ‘Daily Star’, a análise mostra que Gerry terá faltado à verdade quando foi interrogado. O cirurgião afirmou que, no dia 10 de Junho, teve uma conversa telefónica com o amigo Russel O’Brien quando estava a quatro quilómetros do resort. Mas os especialistas descobriram que a chamada foi feita a pelo menos 28 quilómetros da Praia da Luz. Os McCann viajaram nesse dia para Marrocos, tendo deixado a Luz pelas 16h30.
Gerry McCann e Russel O’Brien vão, segundo avança o ‘Daily Star’, ser confrontados sobre o telefonema já durante a próxima semana.
Tal como o CM noticiou ontem, na semana em que os inspectores da PJ estiveram em Inglaterra, o rasto das chamadas telefónicas efectuadas pelos McCann e os amigos, nos dias que antecederam e que se seguiram ao desaparecimento da criança britânica, foi um dos assuntos abordados.
O jornal inglês faz ainda referência a uma nova prova que, na opinião de fonte policial, poderá fazer com que o caso sofra “um grande desenvolvimento”. Uma toalha com uma mancha de sangue que terá sido encontrada junto a um antigo celeiro, longe do Ocean Club, está a ser alvo de exames de ADN.
O ex-detective britânico Mark Williams Thomas, que tem acompanhado o caso e tem criticado a PJ, assumiu ao ‘Daily Star’ que esta toalha pode “fornecer informações vitais”.
Fonte ligada ao processo confirmou ao CM que a PJ já entregou ao Ministério Público as cartas rogatórias com os pedidos para interrogar os McCann e amigos em Inglaterra. Até ao final do dia, o MP ainda não as tinha despachado através do Eurojust, o canal para a comunicação entre os departamentos de Justiça dos países da União Europeia.
IMPRENSA DESTACA LIVRO SOBRE O CASO
A recente edição do livro ‘A Culpa dos McCann’, da autoria de Manuel Catarino, chefe de redacção do CM, foi ontem amplamente noticiada na imprensa britânica e em vários outros países, com referências que vão da Rússia ao Brasil.
Os media britânicos destacam dois aspectos – o facto de o título poder ser lido como uma acusação directa ao casal, o que Manuel Catarino negou durante a apresentação do livro, que aconteceu na última quarta-feira, e a frase do autor durante a cerimónia: “Esta história não começou no Ocean Clube, mas em Londres, onde se conspirou e se estabeleceu a verdade oficial: que a menina foi raptada no Algarve”.
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