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Correio da Manhã

Portugal
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Plano contra fogos menoriza os bombeiros

Críticas apontam lóbis, interesses e “escalão político”.
Sérgio A. Vitorino 7 de Fevereiro de 2020 às 08:48
Bombeiros no combate às chamas
Bombeiros no combate às chamas FOTO: Ricardo Almeida
O Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais 20.30, cuja consulta pública terminou agora, dá "pouco relevo" ao papel dos bombeiros "como estrutura fundamental" do combate a incêndios, acusa o Observatório Técnico Independente (OTI) criado pelo Parlamento.

"Subalternização" criticada pela Liga de Bombeiros, que aponta lóbis e um "labirinto de interesses" que aumenta "brutalmente os custos". "Quem manda em quem, quando e como?", questiona o OTI, dizendo haver poucas mudanças e "por vezes de forma enviesada e pouco clara".

O plano é da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), que o OTI afirma atribuir a si própria, durante o ataque aos fogos, com "omnipresença", responsabilidades "claramente excessivas", retirando "informação crítica" à Proteção Civil "eventualmente para difusão ao escalão político".

Também a investigação muda: "a listagem de casos em que se deve informar a PJ é muito limitada e não se menciona o papel essencial desta Polícia". É ainda "muito preocupante" que o País tenha ficado sem um plano entre 2018 e este ano.
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