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Correio da Manhã

Portugal
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POBREZA AFECTA COMUNIDADE

José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas , aponta a pobreza como um dos problemas mais sérios com que se debate a comunidade portuguesa em países como o Brasil ou a Venezuela e reconhece que a reforma consular não é uma medida popular
4 de Janeiro de 2004 às 00:00
- Correio da Manhã- O crime ainda é a principal ameaça aos emigrantes portugueses?
José Cesário- Sabemos que continua a haver problemas sérios, situações de pobreza de alguns sectores de pobreza nos países considerados de risco. É algo de que não se fala muito, mas é uma questão muito séria e que está atingir fortemente a comunidade na Venezuela, no Brasil.
– Mas é conhecida a real dimensão desse problema?
– É impossível saber. Mas são cada vez mais. Estamos a falar de pessoas que vivem nas favelas do Rio de Janeiro ou do Nordeste do Brasil. Que vivem ao mesmo nível dos mais pobres locais. Às vezes nem eles próprios denunciam, por uma questão de vergonha.
– Na Europa o problema é de outro tipo.
- Na Europa registamos alguns problemas com a questão das aposentações, pessoas que emigraram nos anos 60 e que agoram estão a deixar de trabalhar com reformas muito baixas. Não são casos de miséria, mas de pessoas que vivem com dificuldade ou abandonadas.
– Este ano foi também de algumas alterações na rede consular?
– A estrutura consular está a sofrer algum impacto positivo. Alguns postos já estão a emitir Bilhetes de Identidade, o que julgo ser a grande reforma que a rede consular podia ter. Este documento até aqui podia demorar meses ou anos a ser emitido e agora é em dias.
– Mas também houve questões problemáticas em alguns países?
– Sim, admito que ainda há algum défice de postos, em especial nas comunidades mais distantes. Ao mesmo tempo, há uma hiperpresença nas comunidades mais próximas. É algo que estamos a corrigir. Fechámos postos, abrimos outros. Mas haverá sempre medidas impopulares.
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