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Correio da Manhã

Portugal
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POLÉMICA NAS TERAPÊUTICAS

Em meados de Janeiro entra em vigor a nova lei que regulamenta a prática de seis terapêuticas não convencionais (mais conhecidas como medicinas alternativas). Uma regulamentação rodeada de polémica que opõe médicos e representantes destas práticas.
17 de Julho de 2003 às 00:00
A acupunctura vai ser, finalmente, reconhecida oficialmente
A acupunctura vai ser, finalmente, reconhecida oficialmente FOTO: d. r.
O projecto de lei, aprovado terça-feira pela Assembleia da República e apresentado pelo Bloco de Esquerda (BE), com o contributo do Partido Socialista, tem algumas cedências: a substituição das palavras medicina por terapêutica e diagnóstico por avaliação "para agrado dos médicos".
A nova legislação passa a reconhecer oficialmente a prática da acupunctura, homeopatia, osteopatia, naturopatia, fitoterapia e quiropráxia. Excluído neste diploma legal ficou a medicina tradicional chinesa.
"Reconhecemos que a acupunctura pode ter efeitos em algum tipo de dores e a osteopatia nalgum tipo de lesão músculo-esquelética, o resto é perfeitamente irregulável", disse ao CM Germano Sousa, bastonário da Ordem dos Médicos.
Luís Pisco, presidente da Associação dos Médicos de Clínica Geral, afirma que a OMS reconhece a acupunctura, mas "não há evidências científicas comprovadas noutras práticas".
Pedro Choy, presidente da Associação Nacional de Acupunctura, revela--se crítico pelas "cedências feitas aos 'lobbies' na substituição destas palavras que põem em causa o prestígio dos profissionais destas áreas". Joana Amaral Dias, deputada do BE, defende que a regulamentação vem disciplinar o exercício das terapêuticas em benefício dos utilizadores.
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