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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia ameaçava clientes

O Tribunal da Covilhã começou ontem a julgar uma rede de extorsão desmantelada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) há um ano e que, entre 2008 e 2011 , fez pelo menos quatro vítimas e arrecadou mais de 700 mil euros. O grupo era liderado por Janete Pires, uma prostituta brasileira, acusada de seduzir homens com dinheiro que eram depois ameaçados pelos cúmplices dela, entre os quais Francisco Casteleiro, chefe da PSP da Covilhã, para entregarem dinheiro.
21 de Setembro de 2012 às 01:00
Janete Pires, principal arguida e Francisco Casteleiro, chefe da PSP, também arguido
Janete Pires, principal arguida e Francisco Casteleiro, chefe da PSP, também arguido FOTO: Edgar Martins

A primeira sessão não foi pacífica. O advogado de Janete Pires, que está em prisão preventiva, tentou evitar o início do julgamento com a apresentação de um recurso, em que requeria a nulidade da acusação, alegando que o SEF não teria competência para realizar a investigação.

Ainda assim, a sessão prosseguiu e o colectivo de juízes dedicou duas horas a ler na íntegra a acusação, onde eram descritos os crimes de todos os dez acusados.

"Não. Não me revejo na acusação. É tudo mentira", desabafou Janete Pires, numa altura em que os trabalhos na sala de audiências se encontravam interrompidos. A brasileira, que enfrenta oito acusações, optou por não falar ao tribunal, tal como oito dos nove arguidos presentes, mas esteve irrequieta durante toda a audiência e, por várias vezes, os seus advogados tiveram de lhe dar indicações para se acalmar.

A sessão prossegue hoje.

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