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Correio da Manhã

Portugal
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POLÍCIA E FORÇAS ARMADAS COM MAIS RESPONSABILIDADES

O clima de pacificação existente no seio das Forças Armadas e de Segurança traz novas responsabilidades aos militares e agentes da autoridade, afirmou ontem em Fátima o bispo Castrense, D. Januário Torgal Ferreira.
29 de Junho de 2002 às 00:18
Segundo o prelado, que presidiu à XXI Peregrinação Militar Nacional, "há hoje um sentido de apaziguamento que há uns meses não existia, mas isso é uma responsabilidade para as Forças Armadas e de Segurança desempenharem melhor as suas funções".


Participada pelos chefes de Estado Maior, militares dos três ramos das Forças Armadas e elementos das duas forças de Segurança, a peregrinação contou, pela primeira vez, com a presença do ministro da Defesa Nacional. Ao associar-se à cerimónia, Paulo Portas pretendeu sublinhar "o agradecimento que o Estado tem relativamente aos militares e à Igreja”. Convidado a comentar o documento com ideias para a reestruturação das Forças Armadas, o ministro referiu que vai ser aberto um debate no âmbito da revisão do Conselho Estratégico Militar.


D. Januário Torgal Ferreira, por sua vez, lamentou o facto do grande público associar os militares à violência, esquecendo o papel exercido por eles na resolução de conflitos como os de Timor ou da Bósnia.


Na ocasião, Portas anunciou a atribuição de uma moradia à diocese Castrense, no Outeirinho da Amendoeira, em Lisboa, que servirá como sede episcopal.
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