page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Polícia guarda porta arrombada dez dias

Uma família de Massamá, em Sintra, teve um agente da PSP à entrada do seu apartamento, num 3º andar, 24 horas por dia, durante dez dias, por ter ficado sem a porta blindada de casa, arrombada por engano pelo Grupo de Operações Especiais da PSP (GOE).

06 de junho de 2010 às 00:30

Tudo aconteceu, conforme o CM noticiou, a 26 de Maio, devido a um erro num mandado judicial, emitido pelo Ministério Público, que apontava aquela residência como sendo de um homem considerado perigoso pela PJ. Afinal, ali morava uma família pacata e o suspeito vivia em frente – foi detido depois de o GOE ter tocado à campainha.

Em permanência, na Esquadra de Massamá, existem cerca de cinco agentes da PSP, segundo apurou o CM, que fazem quatro turnos de seis horas. Assim, as patrulhas acabaram por ficar sempre com um agente a menos, que era destacado para guardar a porta arrombada. Mais ou menos de duas em duas horas, a segurança era rendida.

A porta, blindada como a que tinha sido arrombada, acabou por ser colocada por funcionários de uma empresa privada na passada sexta-feira. "Estiveram todo o dia aqui, a chumbar a porta. O responsável da PJ com quem tenho falado perguntou-me se tinha preferência por alguma empresa, mas só queria isto resolvido o mais rapidamente possível", disse ao CM o proprietário do apartamento, que prefere não ser identificado.

A 26 de Maio, uma quarta-feira, a família – um jovem casal com dois filhos – não estava em casa. "Tinha ido buscar o meu filho ao colégio, cerca das 16h30, e quando cheguei até pensei que a casa tinha sido assaltada", conta o proprietário, que assegura que tem tido todo o apoio da PSP, que pagou as reparações. O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, diz que apesar de "se estar sempre sujeito a erros não é admissível que se demore tanto tempo a resolver um problema destes". O CM contactou a direcção da PSP, mas sem sucesso.

PORMENORES

GOE PEDE DESCULPA

Segundo o proprietário do apartamento, depois da operação os elementos do GOE "pediram-me desculpa. Estavam aborrecidos".

PRAZO DE TRÊS DIAS

Paulo Rodrigues, da ASPP, diz que "três dias é o normal para resolver situações destas".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8