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Correio da Manhã

Portugal
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POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR PEDE QUADRO DE INVESTIGADORES

A Polícia Judiciária Militar (PJM) poderá passar a médio prazo a dispor de um quadro orgânico próprio de investigadores, segundo anunciou ontem o actual director daquele serviço, o major-general Governo Maia.
24 de Setembro de 2003 às 00:00
Major-general Governo Maia
Major-general Governo Maia FOTO: Jorge Paula
O oficial oriundo do Exército referiu esta intenção no âmbito da cerimónia comemorativa do Dia da PJM e enquadrou esta questão, a "estudar e a propor", com a "recente aprovação final na Assembleia da República do denominado 'Pacote de Justiça Militar'". Esta via é justificada por "uma carreira policial mais consolidada".
No entanto, para se conseguir chegar a este ponto, Governo Maia entende que se deve "reanalisar o vínculo dos chefes de Estado-Maior dos ramos à PJM, com a obrigatoriedade da cedência dos quadros necessários à reconstrução deste novo edifício de polícia criminal".
É uma opção que pretende alterar a actual situação, em que a requisição de investigadores é feita por portaria. "O que nós precisamos é de um sistema quase automático", explicou ao Correio da Manhã o major-general Governo Maia. E como pano de fundo o oficial-general preconizou uma reorganização do "sistema judicial, em ordem a uma natural relação com o Ministério Público", à semelhança, aliás, do que se verifica com as outras polícias.
O major-general frisou ainda que, em termos operacionais, "do ano de 2002 para 2003 se constatou em termos estatísticos um valor de 130 para 188 processos na área da investigação, um aumento de 44,6%".
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