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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia mantém Duarte Lima sob suspeita

Advogado vai voltar a ser chamado à Judiciária no âmbito da investigação da morte de Rosalina Ribeiro.
28 de Abril de 2011 às 00:30
Duarte Lima vai voltar à Secção de Homicídios da PJ, no cumprimento da 2.ª carta rogatória da polícia brasileira que investiga a morte de Rosalina Ribeiro
Duarte Lima vai voltar à Secção de Homicídios da PJ, no cumprimento da 2.ª carta rogatória da polícia brasileira que investiga a morte de Rosalina Ribeiro FOTO: Sérgio Lemos

Quando foi chamado à Judiciária, em Setembro último, Duarte Lima recusou responder às 193 perguntas da polícia brasileira, alegando que primeiro teria direito a conhecer o processo sobre a morte de Rosalina Ribeiro, sua cliente – um pedido a que os investigadores, entretanto, já acederam. E voltam outra vez à carga, contando que o advogado não tenha nova desculpa e dê resposta às suspeitas que recaem sobre si no caso de homicídio da ex--amante e herdeira da fortuna de Tomé Feteira, em Dezembro de 2009.

Passados sete meses desde a última investida, chegou ao DIAP de Lisboa nova carta rogatória – com as mesmas 193 perguntas a Duarte Lima, apurou o CM, que nos próximos dias voltará à Secção de Homicídios da PJ de Lisboa. A investigação não pára no Rio de Janeiro, depois de Rosalina ter sido executada a tiro a 60 quilómetros dali, em Maricá– e a polícia insiste em todas as suspeitas sobre Lima.

Continuam a querer saber se o advogado contratou segurança no Brasil; o que fazia em Belo Horizonte antes do crime; que carro alugou e de que forma o pagou; por onde passou, quanto tempo demorou e em que hotel ficou; que telemóveis usou; se andou acompanhado; se foi ele ou Rosalina a marcar encontrou na noite do crime.

ORDEM TAMBÉM LHE PERMITE ESCLARECER TUDO

A Ordem levantou o sigilo profissional a Duarte Lima enquanto advogado da vítima – outro argumento usado inicialmente para não prestar esclarecimentos. Foi ao Rio encontrar-se com Rosalina na noite de 7 de Dezembro de 2009 – representava-a na disputa da herança Feteira – e diz ter levado a cliente a Maricá, ao encontro de uma mulher de nome Gisele. O corpo de Rosalina, executada a tiro, foi encontrado na manhã seguinte, e Duarte Lima, já em Lisboa, ainda falou com a polícia por telefone. Levantou suspeitas quando disse que nem se lembrava de qual o carro que usara, onde o alugara e como pagara.

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