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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia Marítima apreende embarcação e 700 kg de amêijoa japónica no Samouco

Dois homens foram detidos, tendo sido constituídos arguidos sob termo de identidade e residência por suspeitas de furto.
Lusa 2 de Junho de 2022 às 16:34
A Polícia Marítima apreendeu uma embarcação e 700 quilogramas (kg) de amêijoa japónica no Samouco, concelho de Alcochete, durante uma ação de fiscalização dirigida à captura de bivalves no rio Tejo, anunciou esta quarta-feira aquela força policial.

Numa nota de imprensa, a Polícia Marítima explicou que durante esta ação os elementos do Comando-local detetaram e fiscalizaram uma embarcação de recreio, que alegadamente teria sido roubada, com dois tripulantes a bordo que se encontravam a transportar cerca de 700 kg de amêijoa japónica para uma viatura estacionada nas proximidades.

Foram elaborados os autos de notícia, tendo os elementos da Polícia Marítima apreendido, como medida cautelar, a embarcação de recreio, uma viatura, uma balança, bem como os cerca de 700 kg de amêijoa japónica que, por ainda se encontrar viva, foi devolvida ao seu habitat natural.

Os dois homens foram posteriormente detidos, tendo sido constituídos arguidos sob termo de identidade e residência por suspeitas da prática do crime de furto.

Este tipo de atividade no rio Tejo tem sido alvo de queixas e protestos.

Em maio, a Câmara Municipal de Alcochete, também no distrito de Setúbal, aprovou por unanimidade uma moção a exigir maior vigilância e fiscalização no rio Tejo para combater a apanha ilegal de amêijoa, atividade que tem também causado problemas de segurança no concelho.

Na moção, enviada para o Governo, Presidente da República, Assembleia da República, Procuradoria-Geral da República, autoridades policiais e marítimas, o executivo alcochetano exigia o reforço de efetivos humanos e de meios para a Guarda Nacional Republicana, para que possa desenvolver com eficácia as suas atribuições, assim como maior vigilância, fiscalização e atuação por parte da Polícia Marítima.

O presidente da autarquia considera que a atuação da Polícia Marítima tem sido insuficiente e com resultados pouco eficazes e duradouros.

"Todos sem exceção conhecem esta triste realidade e nenhuma das entidades com competências pode escudar-se no desconhecimento", salientou na altura.

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