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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia sem rasto de duas turistas

Destemidas e aventureiras, as duas idosas dinamarquesas, Ulla Ruby e Amalie Flindt, saíram do Hotel Park Avenue, na manhã de domingo, para uma caminhada numa das mais perigosas montanhas da ilha da Madeira: a levada dos Piornais. Estão ambas desaparecidas desde essa altura e com elas levavam apenas uma pequena mochila.

5 de Janeiro de 2012 às 01:00
Buscas decorrem na levada dos Piornais. Amalie e Ulla desapareceram no dia 1 de Janeiro
Buscas decorrem na levada dos Piornais. Amalie e Ulla desapareceram no dia 1 de Janeiro FOTO: Homem de Gouveia/Lusa

A ausência das amigas, de 73 e 77 anos, que partilhavam o quarto, foi detectada na segunda-feira. "Cerca das 13h00, as empregadas notaram que a cama estava igual e que vários objectos pessoais das hóspedes estavam no local", disse ao CM Miguel Pita, director do hotel.

O perigo dos Piornais é já conhecido: em Fevereiro foi ali encontrado o corpo de uma mulher desaparecida há oito anos. Na altura, o terreno íngreme dificultou as buscas, e o mesmo sucede agora. "É um local perigoso, com 400 metros de altura. As buscas são apeadas. De helicóptero é impossível, devido ao nevoeiro", explicou ontem ao CM Nelson Bettencourt, comandante dos Bombeiros do Funchal.

A investigação da PJ conta com apoio de equipas da PSP, GNR (com cães-pisteiros) e bombeiros.

A vinda dos familiares das turistas que chegaram à ilha dia 29 está a ser tratada pela embaixada e pelo consulado da Dinamarca na Madeira.

MADEIRA DESAPARECIDAS TURISTAS
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