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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia tem prédio perigoso

Dois agentes que trabalham no 9.º e 10.º andares de um prédio da Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa, onde funciona o Núcleo de Tecnologias de Informação e a central telefónica da PSP, sofrem de doenças pulmonares.
17 de Julho de 2006 às 00:00
Ambos eram colegas do agente que, no final de Junho, morreu vítima de cancro nos pulmões. Suspeita-se que o prédio contém amianto no interior das paredes – material que até aos anos 80 era utilizado na construção civil como corta-fogo, mas que é cancerígeno e hoje está proibido em prédios .
O agente Mateus, de 40 anos, morreu quatro meses depois de ter adoecido. Após a morte, o comandante da PSP de Lisboa ordenou a realização de testes ao gabinete onde trabalhava o polícia, no 9.º andar do prédio. Só em meados de Agosto se saberá se ali existia amianto.
Os onze agentes que partilhavam o mesmo espaço que Mateus O. foram também examinados. Um deles acusou um enfizema pulmonar, enquanto o outro tem nódulos de natureza ainda indefinida.
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