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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia trava fuga para Espanha

Autores de homicídio em discoteca no Cais de Gaia tentaram fugir do País. Mantiveram o silêncio perante o juiz e ficaram ambos em prisão preventiva
10 de Outubro de 2013 às 09:36
Mário Cigano, à esquerda, chegou de cara tapada ao Tribunal de instrução Criminal, onde foi também presente o cúmplice, Filipe, à direita
Mário Cigano, à esquerda, chegou de cara tapada ao Tribunal de instrução Criminal, onde foi também presente o cúmplice, Filipe, à direita FOTO: CMTV

Nem uma palavra perante o juiz de instrução criminal. Mário ‘Cigano’, 31 anos, e Filipe, de 22, foram os autores do tiroteio que causou a morte de Carlos Machado, na discoteca Barcas, no Cais de Gaia. ‘Cigano’ foi cercado pela PJ junto à fronteira de Vilar Formoso, na manhã de anteontem. O cúmplice do crime foi detido ontem de madrugada, no mesmo local. Presentes à Justiça, ontem no Porto, optaram pelo silêncio. Ficaram ambos em prisão preventiva.

Os homicidas tentaram a fuga para Espanha, onde Mário ‘Cigano’ – alcunha que guarda desde a adolescência, por ter a pele escura – tem familiares. Queriam esconder-se da PJ, que lançara uma caça ao homem após o crime, ocorrido minutos depois das 05h00 de sábado.

‘Cigano’ garantiu que foi agredido a murro e pontapé no Barcas. Teve uma discussão com um segurança da discoteca no exterior, no Cais de Gaia. Prometeu regressar para o ajuste de contas e, menos de uma hora depois, acompanhado por Filipe – também armado – disparou cinco tiros, dos quais três causaram a morte ao funcionário do bar, de 25 anos. Após lançar o terror, fugiu a alta velocidade, fez três assaltos violentos em Matosinhos e roubou um carro na Maia.

Os crimes posteriores ao homicídio vão ser julgados noutro processo para que a investigação seja aprofundada. A Judiciária suspeita que haja mais elementos envolvidos nestes crimes.

O historial criminoso de Mário ‘Cigano’ é longo. Ainda menor, tentou esfaquear um professor no balneário de uma escola do concelho de Matosinhos. A Judiciária do Porto já suspeitava que o homem chefiava um gang de assaltos violentos. Há indícios de que, em conluio com o cúmplice detido e outros amigos, fez dezenas de roubos em postos de abastecimento.

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