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Correio da Manhã

Portugal
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POLÍCIAS APEDREJADOS

Duro, muito duro”. O homem, à varanda do primeiro andar da casa humilde aponta para a entrada do Bairro da Cova da Moura. Recorda a noite. A última noite, mais uma de violência, com pedradas e tiros entre grupos de jovens e a Polícia.
29 de Julho de 2004 às 00:00
Segundo a Polícia, tudo começou pelas 2h15 da madrugada de ontem. Uma patrulha foi chamada ao entroncamento da Rua 8 de Dezembro (Cova da Moura) com a Avenida da República, (Buraca), porque o globo da lâmpada de um candeeiro de iluminação pública caíra no pavimento, obstruindo a via.
Quando os agentes estavam no local, chegou um Citroën AX, com dois ocupantes, que teve que parar por causa da via cortada. E, acto contínuo, o condutor ao ver os dois agentes do carro patrulha abriu a porta fugiu em alta correria direito ao interior do bairro.
Perante este comportamento, um agente da PSP encetou a perseguição atrás do suspeito, para ser barrado uns metros mais adiante por cerca de 30 jovens, que responderam à pedrada aos intentos das forças da autoridade. Entretanto chegou uma segunda patrulha a apoiar a primeira, que também foi recebida à pedrada, não restando aos agentes outra opção que fazer cinco disparos com a arma anti-motim, com bala de borracha.
Os agentes identificaram um dos ocupantes do carro bem como um dos autores da agressão à pedrada.
O polícia que moveu a perseguição ao suspeito magoou-se no joelho direito, pelo que foi assistido no Hospital Amadora-Sintra.
BRASILEIRAS VIOLENTAS
Agentes de uma patrulha da PSP foram injuriados e agredidos na madrugada de ontem por três brasileiras, ao que tudo indica, de ‘maus fígados’, na Calçada da Picheleira, em Lisboa. Os polícias foram chamados ao local pelas 00h40, por queixas da vizinhança da residência das mulheres por excesso de barulho àquela hora tardia.
Quem não gostou da intervenção policial foram as três mulheres , acusadas de serem as autoras do ruído que insultaram e agrediram os agentes da PSP. Os polícias tiveram de receber tratamento no Hospital de São José, embora sem carecer de internamento. Quando às mulheres, barulhentas e violentas, acabaram mesmo por serem detidas pelos agentes da autoridade, sob acusação dos crimes de desobediência, injúrias e agressões aos representantes das forças da ordem.
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