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Correio da Manhã

Portugal
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Polícias faltam à carreira de tiro

Os agentes da PSP e os militares da GNR têm a possibilidade de, pelo menos duas vezes por ano, fazer uso das carreiras de tiro, efectuando uma média de 60 disparos de treino contra alvos fixos. Esta periodicidade, no entanto, acaba muitas vezes por não ser respeitada, devido à indisponibilidade dos polícias – ou porque estão de folga, de baixa ou em serviço gratificado.
13 de Outubro de 2006 às 00:00
Polícias e guardas treinam tiro duas vezes por ano
Polícias e guardas treinam tiro duas vezes por ano FOTO: Jorge Godinho
Isto mesmo foi ontem referido pelo comandante-geral da GNR. “Apesar de os militares terem treino para as situações do dia-a-dia, gostaríamos que tivessem sempre mais, sendo necessário que houvesse mais disponibilidade dos militares, o que nem sempre acontece”, disse o tenente-general Mourato Nunes.
Em ambas as forças de segurança é ainda prática corrente a realização, por todos os agentes, de cursos de aperfeiçoamento de tiro policial. Cada um dos elementos policiais faz uma formação destas por ano.
É precisamente para “reforçar a quantidade e qualidade deste treino”, que o departamento de instrução do comando-geral da GNR está a ponderar alargar o leque de carreiras de tiro. “Podem reaproveitar-se as carreiras de tiro do exército, criar carreiras em mais unidades territoriais da GNR ou implementar um sistema tecnológico que possibilite aos militares fazer tiro em alvos móveis”, disse ao CM o tenente-coronel Costa Cabral, porta-voz da GNR.
Na PSP não existem, por enquanto, planos para alargar o lote de locais onde os agentes podem fazer tiro. Além do uso esporádico das carreiras de tiro do exército, os efectivos da PSP só têm direito a frequentar a carreira do Grupo de Operações Especiais da PSP, em Belas, Sintra. Os oficiais têm ainda aberta a carreira de tiro da Escola Superior de Polícia.
Em 2000, a Direcção Nacional da PSP colocou ‘na estrada’ um plano móvel de formação de tiro. Dois camiões TIR viajam, periodicamente, por todas as capitais de distrito, para que os agentes de cada comando distrital de Polícia exercitem o tiro.
“Existe um plano de disparos para cada agente, feito pela Direcção Nacional. Pode ser em folgas ou após o dia de trabalho”, disse ao CM fonte da Direcção Nacional da PSP.
No entanto, e à semelhança do que se passa na GNR, os agentes não têm treino em alvos móveis. Apenas as unidades de elite e os investigadores criminais têm possibilidades de o fazer.
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