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Correio da Manhã

Portugal
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Polícias na cadeia por roubo de ouro (COM VÍDEO)

Três agentes da PSP foram ontem à tarde condenados, em Lisboa, a penas de prisão entre os seis anos e os seis anos e meio, pelo roubo de 200 mil euros em ouro, por sequestro e posse de arma proibida, depois de uma investigação da Unidade de Contra-Terrorismo da PJ, em articulação com a Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento do DIAP.
14 de Fevereiro de 2012 às 01:00
Agente Monserrate foi vaiado pelas vítimas à saída da sentença
Agente Monserrate foi vaiado pelas vítimas à saída da sentença FOTO: Filipa Couto

O roubo ocorreu a 10 de Março de 2009, no parque de estacionamento do McDonald's de Massamá, Sintra, quando três comerciantes se preparavam para efectuar uma transacção de dez quilos de ouro. O negócio tinha sido preparado por um elemento ligado à rede criminosa a que pertenciam os polícias.

Na altura do negócio surgiu uma viatura de onde saíram três agentes, que se identificaram como sendo elementos da PSP. Guardaram o ouro e sequestraram António Barão, um dos empresários. Depois largaram a vítima na serra de Monsanto.

Fernando Monserrate foi condenado a seis anos e seis meses de prisão, em cúmulo jurídico, por co-autoria de três crimes de roubo, um de sequestro e um de posse de arma proibida. Os colegas Bruno Batista e Jorge Pelica foram ambos condenados a seis anos de cadeia por três crimes de roubo e um de sequestro.

As penas de prisão aplicadas a outros três arguidos oscilam entre um ano de prisão - suspensa por igual período - e três anos e dez meses de cadeia para Sebastião Sousa, um criminoso conhecido por ‘Zé Saloio'. Quatro dos dez arguidos foram absolvidos. A leitura do acórdão foi presenciada pela vítima e vários elementos da família, que à saída aplaudiram a juíza-presidente. Já fora da sala de audiências, juntaram-se para apupar Monserrate e os advogados de defesa dos vários arguidos.

O tribunal determinou ainda que os três polícias e um quarto arguido terão de pagar uma indemnização de 200 mil euros (o valor do ouro roubado) e mais cinco mil por danos não patrimoniais (a pagar à vítima que foi sequestrada). O grupo criminoso foi desmantelado pela PJ em Junho de 2009. n

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