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Correio da Manhã

Portugal
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"Não vi nenhum jogador ferido": militar da GNR descreve dia do Ataque à Academia

Foram ouvidos três militares. Julgamento prossegue esta quinta-feira.
Débora Carvalho e Sofia Garcia 19 de Novembro de 2019 às 09:43
Polícias ouvidos hoje na segunda sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete
Polícias ouvidos hoje na segunda sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete FOTO: Pedro Simões
A segunda sessão do julgamento dos ataques à Academia de Alcochete decorre esta terça-feira no Tribunal de Monsanto, onde serão ouvidos seis elementos da PSP e seis militares da GNR.

O julgamento teve início esta segunda-feira, com os 44 arguidos do processo a remeterem-se ao silêncio, à exceção de Bruno Jacinto, que revelou ter avisado André Geraldes, ex-diretor-geral dos leões, do ataque iminente à Academia de Alcochete.

A maioria dos arguidos presentes em tribunal durante esta segunda-feira pediu dispensa da sessão desta terça-feira. 

Ao minuto:

18h00 -
Terminou a sessão de julgamento.Foram ouvidos três militares. O julgamento prossegue esta quinta-feira.

17h09 -
Miguel Matias faz requerimento sobre a desconformidade da data do auto de notícia da invasão. Assinatura do documento diz 15 de maio, mas militar diz que assinou apenas no dia seguinte (ou no seguinte). O advogado Miguel Matias diz que, assim sendo, o que está escrito não corresponde à realidade. "O arguido Afonso Ferreira face à desconformidade entre a data de conclusão do auto de denúncia do dia 15 de maio, considerando que o militar, testemunha, diz não ter participado em todo o seu teor, vem impugnar a validade deste documento, pedindo a nulidade do mesmo". O militar em causa é a terceira testemunha, Márcio Alves, primeiro Sargento do posto territorial de Alcochete.

16h50 -
Diretor de segurança disse que estavam lá dez homens em telefonema. No entanto, não os identificou.

16h35 -
Já é conhecido o motivo pelo qual Helton Câmara falhou sessão. Arguido falhou de sessão à tarde por estar com febre.

16h00 - 
Advogado de Bruno de Carvalho pergunta ao militar da GNR qual é o seu clube. A juíza interrompe, afirmando que aquela questão não é relevante. Os arguidos riem daquela situação.

15h15 -
A testemunha conta que alguns jogadores queriam ir ao hospital e revela que o ambiente era de muitas "sensações más", com os jogadores bastante inquietos, mas com Rui Patrício a assumir uma postura de liderança. 

15h05 -
O militar confessa que falou com Rui Patrício, mas não se recorda de ver marcas nos jogadores.

14h52 -
Elton Camará, também conhecido por "Alleluia", está ausente da sessão 

14h30 -
Recomeça a sessão no Tribunal de Monsanto após a pausa da manhã.
O segundo militar a ser ouvido é o condutor da viatura da GNR, a primeira a chegar à Academia de Alcochete na tarde do ataque.

11h30 -
Os advogados colocam perguntas à testemunha. O militar é questionado sobre se tem conhecimento de que os arguidos que foram detidos, foram libertados para, a seguir, serem novamente detidos num curto espaço de quatro horas. O GNR diz não ter conhecimento desta questão.

11h03 -
Nuno Torres chegou ao tribunal. São agora 25 os arguidos na sala de audiências. 

10h48 -
Um dos advogados confronta o militar com fotografias do processo, nomeadamente do balneário e questiona-o sobre se foi daquela forma que encontrou o espaço. O GNR responde afirmativamente.

10h32 -
Militar afirma que regressou à Academia uma hora depois. Viu o balneário com muito sangue no chão e "tudo virado ao contrário".
Não viu, no entanto, nenhum jogador ferido nem elementos da Juve Leo.

10h29 -
O GNR revela que a patrulha contactou o Comando de Setúbal a fim de perceber se teriam visto cerca de 50 indivíduos em fuga. 
Os carros vinham de um parque de estacionamento junto à Academia. No mesmo local encontrava-se Emanuel Calças, que se identificou à polícia como sendo jornalista.

10h27 -
Segundo o militar, a patrulha passou a portaria e encontrou a porta e as cancelas fechadas. O vigilante revelou que lá dentro "já não está ninguém".
A estrada foi fechada pela patrulha numa tentativa de apanhar os indivíduos em fuga. 
O GNR revela que, neste momento, um BMW X3 tentou abalroar o carro patrulha, numa tentativa de fugir. Segundo a testemunha, estavam cerca de cinco a seis carros à porta da Academia. A patrulha deu ordem de paragem a mais dois veículos (um Megane e um Seat Ibiza), mas estes acabaram por fazer marcha atrás, colocando-se em fuga.

10h21 -
A primeira testemunha da manhã é um GNR do posto de Alcochete. À altura dos factos era comandante da patrulha e estava na primeira patrulha que chegou à Academia de Alcochete a 15 de maio de 2018.
O comandante do posto de Alcochete ligou a este militar por volta das 17h20 para "deslocar" a Academia porque um grupo desconhecido tinha entrado na mesma. 
A patrulha da GNR demorou menos de 10 minutos ao local, segundo declarações do militar, e ao chegar à Academia deparou-se um grupo de encapuzados a sair da mesma a caminho de um trilho de terra batida.

10h19 -
Encontram-se 24 arguidos na sessão desta terça-feira.

09h26 - Bruno de Carvalho foi dispensado das próximas sessões do julgamento.

09h23 - Advogado Aníbal Pinto chega ao tribunal e diz que não tem muitas certezas sobre o prolongamento do julgamento até abril.
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