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Correio da Manhã

Portugal

Polícias temem guerra por romeno assassinado

Sete romenos bebiam à mesa e discutiam problemas antigos numa casa em Mafra, quando Plop Viorez se levantou e distribuiu pancada nos compatriotas. O imigrante fez dois feridos – atingidos na cabeça por um objecto contundente – e só foi travado por ‘Ilian’ (nome fictício), que escapara às agressões mas levantou-se de pistola em punho. Abateu Plop com um tiro no abdómen, às 23h30 de anteontem. Depois guardou a arma e fugiu a pé.
8 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Prédio onde ocorreu o crime que provocou a morte, anteontem à noite, a Plop Viorez
Prédio onde ocorreu o crime que provocou a morte, anteontem à noite, a Plop Viorez FOTO: Manuel Moreira

Na casa estavam duas mulheres e, segundo as testemunhas, foram disparados pelo menos dois tiros. Só um atingiu a vítima. E o assassino ainda continuava ontem à noite a monte, apurou o CM – mas, já identificado, a sua família confessa ter medo de que o homicídio abra uma guerra sangrenta dentro da comunidade. A vítima, 23 anos, chegara há meses ao nosso país, onde como a maioria do grupo trabalhava na construção civil, mas são agora esperados os amigos e familiares para levantar o corpo. E "a vingança é certa", garante um dos imigrantes.

Natalina Ricardo, vizinha de Plop, acordou com o estrondo dos dois tiros e com um dos romenos a bater à sua porta, implorando-lhe que chamasse uma ambulância para socorrer o seu amigo. "Havia muitos gritos vindos daquela casa", conta a vizinha, que não se aproximou. A ambulância chegou pouco depois, mas já não foi a tempo. Plop "ia cheio de sangue na cara e na barriga", continua. Não resistiu aos ferimentos. A vítima vivia em Mafra com mais quatro amigos, que, abordados pelo CM, não quiseram prestar quaisquer declarações.

PORMENORES

MAIS VIZINHOS

Segundo Natalina Ricardo, os cinco romenos que vivem na casa provocam alguns problemas no prédio, mas a vizinha nunca pressentiu discussões.

FERIDOS

Para além de Plop, pelo menos mais duas pessoas ficaram feridas, embora sem gravidade, na sequência do incidente de anteontem.

FUGIU A PÉ

Segundo algumas testemunhas, após matar Plop a tiro de pistola, o homicida desceu as escadas e pôs-se em fuga a pé, não tendo sido ainda capturado.

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