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Correio da Manhã

Portugal
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Ponte do Guadiana segura

Técnicos de estruturas da Estradas de Portugal e o projectista da obra analisaram, logo a seguir ao acidente, os danos causados pelo incêndio do camião que anteontem caiu da ponte Internacional do Guadiana e consideraram “que não apresenta riscos para a segurança do tráfego”.
20 de Julho de 2006 às 00:00
O trânsito foi reaberto a veículos pesados às 23h10 de anteontem, seis horas e meia após o acidente que vitimou o motorista do camião cisterna, João Maria Espadaneira Valente, de 43 anos, residente em Olhão, casado, pai de dois menores, de 15 e 13 anos. Uma vistoria aos pilares da ponte, ontem realizada por técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, vai decidir se há necessidade de se proceder a obras de reparação.
O governador civil, António Pina, justifica com o facto de “os técnicos terem dado a certeza de que a estrutura não foi afectada” e critica o facto do transbordo de turistas ter sido efectuado, a seguir ao acidente, “às escuras”, porque, no lado português, ao contrário do que sucede no espanhol, “não há iluminação”.
O incêndio do camião destruiu o tacógrafo, que regista as horas de serviço do motorista, o que vai dificultar apurar as causas do acidente. Os sindicatos querem saber se o condutor cumpria as 40 horas semanais de lei. Mas Assunção Pedro, da Gasogás, proprietária do camião, diz que foram “cumpridos o horário e o descanso legalmente estipulados”.
COLISÃO ENTRE PESADOS EM CASTRO MARIM
Um choque entre uma betoneira e um camião cisterna de combustíveis, ocorrido ontem de manhã, cerca das 11h00, no IC27, no cruzamento de Monte Francisco ( Castro Marim), a cem metros da ponte do Rio Guadiana, ocasionou um ferido ligeiro.
O condutor do camião cisterna recebeu assistência médica no SAP de Vila Real de Santo António. Confrontado com o segundo acidente envolvendo este tipo veículos, o governador civil de Faro, António Pina, diz que “tem de fazer-se uma reflexão em relação ao transporte de matérias explosivas pela rede viária”.
O responsável político admite também “ter receio” por constatar esse transporte de comboio de Sines até Loulé, “que obriga depois à utilização da Estrada Nacional 125 até ao aeroporto”, além da utilização da Via do Infante para o transporte de Huelva para Faro. Há poucos dias, o CM revelou os vários pontos negros da principal estrada nacional do Algarve.
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