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Correio da Manhã

Portugal
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População quer permanência do regimento

A população de Elvas não vê com bons olhos o possível encerramento do Regimento de Infantaria 8. Ontem, dia em que muitos se apresentaram nas comemorações dos 347 anos sobre a Batalha das Linhas de Elvas, a questão levantou vozes discordantes.
15 de Janeiro de 2006 às 00:00
A população aplaudiu fortemente os militares durante a parada
A população aplaudiu fortemente os militares durante a parada FOTO: Pedro Galego
“Não concordo de maneira nenhuma. Acho que é demasiado importante para a cidade a sua permanência. A cidade vive também em torno dos militares”, disse Sandra Perico, empresaria e moradora em Elvas.
Joaquim Alves, outro elvense, também entende que o exército contribuiu muito para o desenvolvimento da cidade da raia alentejana.
“Houve muita gente que veio para a tropa e depois acabou por se fixar e isso contribuiu muito para que a zona crescesse”, sublinhou.
O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão de Almeida, durante as cerimónias militares, exprimiu o seu descontentamento em relação a uma eventual partida do exército.
“Elvas considera-se com toda a propriedade a cidade militar de Portugal.” O autarca adianta ainda que a população tem em grande consideração a instituição e que não a quer ver partir.
“Felizmente os militares continuam entre nós. Tenho esperança que assim continue”, garantiu Rondão de Almeida.
Por seu lado Velasco Martins, comandante da Região Militar Sul, reconhece a importância da instituição na cidade e afirma estar convicto que as instâncias militares não perderão a sua ligação à região.
“Penso que a cidade de Elvas não será esquecida. Se é infantaria, se é artilharia ou uma outra unidade, é um detalhe que terá de se analisar num contexto global”, adiantou o militar.
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