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Correio da Manhã

Portugal
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Porta-voz do casal McCann considera telegrama desactualizado

O porta-voz do casal McCann, Clarence Mitchell, desvalorizou esta terça-feira a referência pelo então embaixador britânico em Portugal, Allexander Wykeham Ellis, de que a polícia inglesa encontrou provas contra os pais de Madeleine, considerando-a uma “nota completamente histórica”, desactualizada.

14 de Dezembro de 2010 às 12:16
"Até hoje, continuam a trabalhar sem parar na procura da filha deles", referiu o porta-voz do casal McCann
'Até hoje, continuam a trabalhar sem parar na procura da filha deles', referiu o porta-voz do casal McCann FOTO: Reuters

Clarence Mitchell afirmou, à agencia Lusa, que "esta é uma nota completamente histórica que tem mais de três anos"  e que deve ser lida tendo em conta o contexto em que ocorreu.         

O porta-voz lembrou que, desde então, "Kate e Gerry viram o seu  estatuto de arguidos levantado, com as autoridades portuguesas a tornar  perfeitamente claro que não havia absolutamente qualquer prova que os implicasse  no desaparecimento de Madeleine".          

"Até hoje, continuam a trabalhar sem parar na procura da filha deles,  colaborando quando é apropriado tanto com as autoridades portuguesas como  britânicas", concluiu.

Já o  advogado do casal McCann em Portugal, Rogério Alves, disse à TSF que se opõe à reabertura do inquérito sobre o desaparecimento de Madeleine em Lagos, no Algarve, em 2007.

GONÇALO AMARAL "ESTRANHA"

O ex-investigador da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, afirmou esta terça-feira que é"estranho" que seja necessário um embaixador falar de provas  "para se dar alguma veracidade à responsabilidade dos pais , no desaparecimento de Madeleine McCann", e espera que o Wikileaks divulgue imagens de satélite.

"Eu acompanhei a investigação, sei o que lá está e sei o que falta fazer e sei que há responsabilidade no desaparecimento, não tenho dúvida nenhuma  quanto a isso", afirmou Gonçalo Amaral, o ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine McCann.

No entanto, Gonçalo Amaral reafirma que "não foi a polícia inglesa que  chegou a essas conclusões".  

"Não sei de que provas é que o embaixador inglês se estava a referir quando falou com o embaixador norte-americano. Agora, que há fortes indícios da responsabilidade dos pais, há, e foram recolhidos pela polícia portuguesa  em cooperação com a polícia inglesa", garantiu.  

Gonçalo Amaral espera ainda que o WikiLeaks "consiga imagens de satélite há tanto tempo aguardadas".  

Em declarações à TSF,  o antigo inspector da PJ considerou que houve uma intervenção política neste processo, e  por isso, pede que o Ministério Público o reabra para que os responsáveis, pelo seu arquivamento, assumam responsabilidades.

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