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Correio da Manhã

Portugal
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Portas: Queda do desemprego "confirma trajetória positiva"

Paulo Portas comentou os números lançados pelo INE.
29 de Abril de 2015 às 17:49
O governante falava na conferência 'Confiança e crescimento: um novo ciclo para Portugal'
O governante falava na conferência 'Confiança e crescimento: um novo ciclo para Portugal' FOTO: João Relvas/Lusa
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse, esta quarta-feira, que a redução da taxa de desemprego para 13,5% confirma a "trajetória positiva" em matéria de desemprego e criticou quem parece ficar feliz com notícias menos positivas.

"Os números que saíram hoje[quarta-feira] são particularmente claros, mais uma vez houve quem se precipitasse a comentar estatísticas aqui há umas semanas atrás. Até me impressiona que algumas pessoas pareçam felizes com alguma coisa menos boa que surja. A única coisa que deve deixar as pessoas satisfeitas, tenham elas a orientação política que tenham, é a confirmação de uma curva descendente do desemprego", disse Paulo Portas.

O governante falava na conferência 'Confiança e crescimento: um novo ciclo para Portugal', que decorreu esta quarta-feira em Lisboa, promovida pelo International Club of Portugal, na qual foi orador.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou estimativas provisórias, segundo as quais a taxa de desemprego foi de 13,5% em março, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que em fevereiro e menos 1,2 pontos percentuais face ao período homólogo.

A este respeito, Paulo Portas lembrou que Portugal chegou a ter uma taxa de desemprego de 17,7% e que esta "é hoje de 13,5%", afirmando que tal "quer dizer que num espaço de tempo relativamente curto, de dois anos, a economia portuguesa fez o caminho que lhe permitiu baixar o desemprego".

"Não chega, mas é um fator de esperança que um país tenha a curva do desemprego a descer e não a subir. Há um mês o INE falava em 14%, fala hoje em 13,5%, o que me interessa é que a trajetória seja positiva", reforçou.

Programa de Estabilidade 2015-2019
Paulo portas referiu-se ainda ao Programa de Estabilidade 2015-2019 e lançou críticas ao PS.

"Considero muito relevante que no Programa de Estabilidade entregue por Portugal em Bruxelas, a dívida pública em 2019 vá sendo reduzida até um nível que estará nos 107%", disse.

Além disso, destacou a diferença relativamente aos "outros programas já apresentados também na questão da dívida".

No cenário macroeconómico apresentado pelo grupo parlamentar do PS, este propôs um conjunto de medidas que terá um impacto na dívida, elevando-a aos 177,6% em 2019, acima do Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo.

"Enquanto houver défices muito exagerados, a dívida vai sempre subindo porque é precisamente a dívida que financia esses défices", disse Paulo Portas.
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