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Correio da Manhã

Portugal

Portugal faz história com três cardeais

O acto de elevação, hoje, de D. Manuel Monteiro de Castro à dignidade de Cardeal é considerado “histórico” para o nosso País. Pela primeira vez, Portugal conta com três cardeais no activo, abrindo-se fortes possibilidades de, no prazo de três anos, dar-se o extraordinário facto de o número aumentar para quatro.
18 de Fevereiro de 2012 às 01:00

“Se o Papa aceitar a renúncia de D. José Policarpo no início de 2014 e realizar, nesse ano, um consistório em que eleve a cardeal o seu substituto, pode realmente dar-se o caso de ficarmos com quatro cardeais, o que seria absolutamente excepcional. Mas estamos no campo das hipóteses”, disse ao CM D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as causas dos Santos.

 

Para o decano dos purpurados portugueses, “a elevação de D. Manuel a cardeal é a demonstração da qualidade e da vitalidade da Igreja Portuguesa”.

 

“Os bispos portugueses já perceberam a importância de colocarem padres nos diversos serviços em Roma. Hoje estão cá perto de uma dúzia, incluindo o bispo D. Carlos Azevedo, e todos de enorme qualidade pessoal e técnica, pelo que não me admira que Portugal passe a ter um peso cada vez maior na Cúria Romana”, disse D. Saraiva Martins ao CM.

 

A cerimónia desta manhã na Basílica de S. Pedro, que vai ser presidida pelo Papa Bento XVI, contará com a presença de cerca de 150 portugueses, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

 


 

D. Manuel Monteiro de Castro vai ser o segundo de uma lista de 22 a receber das mãos do Papa o barrete cardinalício, assim como o anel com as figuras dos apóstolos Pedro e Paulo.

No final da cerimónia, D. Manuel Monteiro de Castro oferece, a cerca de 300 convidados, um buffet, no Museu do Vaticano, a que se segue a sessão de cumprimentos, marcada para a Sala Régia do Palácio Apostólico.

 

CRISE DIMINUI ESMOLAS NO VATICANO

 

Os cardeais do Conselho para os Problemas Organizativos e Económicos da Santa Sé reconheceram esta sexta-feira, em comunicado, a sua “preocupação” perante as consequências da crise nas finanças do Vaticano.

 

“A crise geral tem tido consequências no sistema económico do Vaticano no seu conjunto. Para a Santa Sé, cuja fonte insubstituível de receitas é constituída pelas ofertas livres dos fiéis, é evidente que a crise está a afectar profundamente as famílias”, lê-se no comunicado.

 

O comunicado final desta reunião de três dias, presidida pelo Secretário de Estado do Papa, cardeal Tarcisio Bertone, não fez qualquer referência às polémicas que se seguiram à difusão de cartas do ex-secretario do Governatorato do Vaticano, arcebispo Carlos Maria Viganó que denunciava actos de corrupção e má gestão.

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