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Correio da Manhã

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Portugal disposto a participar em eventual missão UE/NATO no mediterrâneo

Desde 1 de julho que Portugal tem 120 militares na Lituânia.
8 de Julho de 2016 às 16:47
O ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes
O ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes FOTO: António Cotrim/Lusa
O ministro da Defesa afirmou esta sexta-feira, em Varsóvia, que Portugal estará disposto a participar numa possível operação conjunta da União Europeia e NATO no mediterrâneo sul, enquanto na Europa de leste não está previsto qualquer reforço do contingente nacional.

À entrada para a cimeira bienal da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte), a decorrer até sábado em Varsóvia (Polónia), José Azeredo Lopes, afirmou a disponibilidade de Portugal se juntar a "quaisquer medidas que venham a ser tomadas relativamente ao que se desenha como o quadro do flanco Sul".

À semelhança do acontece no mar Egeu, União Europeia (UE) e NATO poderão articular-se no mediterrâneo central, onde atualmente decorre apenas a missão dos europeus Sophia.

"Há uma convicção geral que a operação tem que evoluir", indicou o governante, acrescentando ser um hipótese a NATO dar apoio ou complementar a operação.

"Se tal vier a concretizar-se Portugal estará disposto a participar", resumiu Azeredo Lopes, referindo que no mar mediterrâneo está em causa a "questão da segurança ligada à porosidade e à fragilidade do Estado líbio", assim como "a questão da migração e do drama humano que representa" e ao qual ainda não foi dada resposta.

Sobre o denominado flanco Leste, o ministro recordou que Portugal "desde há dois anos tem estado sempre presente" e que "não está previsto qualquer reforço imediato, e não estando, até ver, qualquer reforço que resulte da participação num dos quatro 'battle group' que está a ser constituído".

Já hoje, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou a deslocação de mil soldados dos Estados Unidos para a Polónia, no âmbito do projeto da NATO, que inclui a instalação de três outros batalhões para os países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) face ao que é definido como uma Rússia mais agressiva.

Portugal tem desde 01 de julho, e durante quatro meses, na Lituânia uma bateria de artilharia ligeira composta por 120 militares.

Na sequência da dissolução do Pacto de Varsóvia, em julho de 1991, a NATO comprometeu-se em não estabelecer bases militares permanentes na antiga esfera de influência soviética na Europa de leste.

A criação dos quatro batalhões é dos principais anúncios da cimeira da NATO que decorre entre hoje e sábado, face às interrogações suscitadas pelas ambições russas após a crise ucraniana.

O ministro indicou ainda que como opção política do Governo, "sendo possível e, com os mesmos recursos, procurar-se-á reforçar a dotação da despesa relativa às forças nacionais destacadas".
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