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Correio da Manhã

Portugal
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Português que fingia ser mulher para sexo com homens escondia homossexualidade

Duarte Xavier foi apanhado quando fazia sexo oral a um homem.
Miguel Curado 10 de Novembro de 2018 às 01:30
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Duarte Xavier foi apanhado quando fazia sexo oral a um homem que estava vendado. Vítima tirou a venda e descobriu a fraude.
Durante 26 meses (entre fevereiro de 2016 e abril deste ano) o português Duarte Xavier, de 33 anos, foi ‘Ana’, uma mulher sensual apostada em seduzir homens através da aplicação para telemóveis Tinder.

Quatro jovens aceitaram encontrar-se com ‘Ana’ em locais de Londres, Inglaterra, mas sempre às escuras e com os olhos tapados. Duarte Xavier acabou por ser ser apanhado quando fazia sexo oral a um homem e este retirou a venda. Foi agredido e denunciado à Polícia.

O emigrante foi acusado pela justiça inglesa por seis crimes de atividade sexual não consentida com homens, com maiores de 13 anos, alguns dos quais envolvendo penetração. Foi esta sexta-feira condenado a 15 anos de prisão efetiva.

Três dos casos relatados durante o julgamento ocorreram em quartos de Wandsworth, bairro de residência de Duarte Xavier, no sul de Londres, e o outro num parque público.

‘Ana’, alter-ego criado pelo arguido, enviou fotos de mulheres em cenas sexuais às vítimas, obrigando-as a prometer que iriam usar vendas e que não poderiam tocar na parceira. Michael Hunter, juiz do processo, classificou a ação de Duarte Xavier como "uma campanha de mentira para obter sexo ao fingir que era uma mulher atraente, sexualmente aventureira".

Homossexual assumido, o português escolheu "ter sexo com heterossexuais, em vez de ter sexo com outros homossexuais". Assim, a pena de 15 anos de prisão surge, segundo Michael Hunter, "como forma de demover outros crimes na era da internet".

O arguido aguarda recurso da pena em prisão preventiva.

PORMENORES
Solto duas vezes
Duarte Xavier chegou a ser detido duas vezes, após denúncia das vítimas. Em ambas as situações foi solto, sem sequer ser presente a um juiz. O magistrado que o condenou censurou agora a Polícia.

Revela desprezo
O acórdão condenatório de Duarte Xavier foi explícito. Em vez de mostrar remorsos pelas quatro vítimas, o português revelou sim desprezo. Teve até a agravante de só ter parado à 3ª detenção.

Educação
A advogada Helen Butcher justificou a ação do arguido com "a educação conservadora que teve na Madeira, intolerante com homossexuais". Adianta que manteve em segredo a orientação sexual.
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