Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Português sofre em cadeia de Omã

O electricista português que foi julgado à revelia por moeda falsa, em 2003, e condenado a cinco anos numa prisão de Muscat, em Omã, “já cumpre pena há quase um mês – e foi abandonado pelo Governo Português. O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) nem se dignou a arranjar-lhe um advogado”, disse ontem ao CM fonte próxima do português.
16 de Maio de 2006 às 00:00
Benedito Alves acredita na inocência do pai e pretende contratar um advogado
Benedito Alves acredita na inocência do pai e pretende contratar um advogado FOTO: Rui Moreira
“O porta-voz do MNE [Carneiro Jacinto] informou o País de que estava a ser prestada toda a assistência” a Agostinho Alves, de 55 anos. Mas, “não só não lhe arranjaram advogado – teve de ser o filho, Benedito, a procurar defesa para o pai em Portugal –, como o embaixador na Arábia Saudita, a quem competia acompanhar o caso, disse que não tem nada, nem sequer o número do processo”.
Acusado de comprar um telemóvel com uma nota falsa de 500 dólares, o português diz-se “inocente” e já não estava naquele país quando foi condenado. Só soube no último dia 23 de Março, ao ser detido no aeroporto de Riade, na Arábia Saudita.
Nesse dia, já pendia sobre si o pedido de paradeiro da Interpol, quando o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o deixou embarcar no Aeroporto de Lisboa. Chegado a Riade, foi detido e extraditado para Muscat, em Omã, na semana seguinte.
Contactado pelo CM, Carneiro Jacinto diz que fala “três vezes por dia” com Benedito Alves, o filho. Mas recusa “comentar o processo”.
Ver comentários