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Correio da Manhã

Portugal
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Portugueses agarrados ao vício do jogo

As apostas on-line desportivas de póquer e roleta têm dominado nos últimos anos a vida de Miguel (nome fictício), um jogador compulsivo que resume o seu vício em três palavras: desafio, prisão e desespero.
28 de Janeiro de 2008 às 15:34
O vício já o conduziu à ruína monetária e a recorrer à ajuda médica.
Estes casos chegam aos consultórios médicos, à medida que a Internet se torna mais popular e acessível entre os jovens, contudo, são de difícil resolução.
Os danos provocados pelo jogo são visíveis quando aparecem as dívidas, as mentiras, a agressividade, que destroem as relações familiares e muitas vezes a carreira profissional. Os apostadores regulares sofrem ainda com depressão ou vergonha.
Os especialistas acreditam que este vício pode ser tão destrutivo como o álcool ou a droga. No entanto, as taxas de sucesso da cura não são muito altas, rondando os 30 a 40 por cento.
Definir um limite de tempo e dinheiro antes de começar a jogar, criar linhas de ajuda e regras sobre publicidade ao jogo são alguns dos mecanimos que podem ajudar os apostadores a refrear o seu vício.
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