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Correio da Manhã

Portugal
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Postos de combustível só regressam ao normal na terça-feira

Sindicatos e ANTRAM vão procurar entendimento até ao final do ano.
Wilson Ledo 19 de Abril de 2019 às 09:59
Falta de combustível continua a ser uma realidade em muitos postos, mesmo depois do fim da greve
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Falta de combustível continua a ser uma realidade em muitos postos, mesmo depois do fim da greve
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Falta de combustível continua a ser uma realidade em muitos postos, mesmo depois do fim da greve
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Mesmo com o fim da greve dos motoristas de matérias perigosas, o País vai precisar de tempo para voltar a ter o depósito cheio. No pior cenário, a normalidade regressa na próxima terça-feira.

O sindicato previa que o problema ficasse resolvido em 48 horas, até amanhã. Os tanques de vários postos de combustíveis começaram a ser reabastecidos ontem à tarde, depois de anunciado o acordo para negociar com a ANTRAM, a associação que representa as empresas de transporte.

Para acelerar o processo, o sindicato confirma que existirão motoristas a trabalhar durante este fim de semana de Páscoa.

A APETRO, que representa as empresas petrolíferas, reconhece que grande parte do problema poderá estar resolvido hoje, mas alerta que uma normalização efetiva só depois do fim de semana, até 3ª feira.

Já a associação de revendedores de combustíveis, a ANAREC, estima que 80% dos três mil postos que existem no País tenham ficado inativos ou em rutura de stock, sobretudo devido à corrida às bombas.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e a ANTRAM chegaram ontem a acordo, depois de uma reunião de 10 horas com o Governo. Pelas oito da manhã, o ministro do Planeamento, Pedro Nuno Santos, anunciava o fim da greve e falava em "paz social".

As partes vão agora negociar, até 31 de dezembro, num processo mediado pelo Executivo. A primeira reunião terá lugar a 29 de abril. Nas exigências em cima da mesa estão alterações à tabela salarial e a introdução de subsídios de risco, formação especial, seguros de vida e exames médicos específicos.

Ao longo do dia, vários setores da economia foram aplaudindo o fim da greve, do turismo à distribuição.

Contudo, as empresas de transporte rodoviário alertam que os constrangimentos no abastecimento dos autocarros só serão ultrapassados quando a rede de combustíveis estiver a funcionar na totalidade.

Filas continuam em véspera de feriado
Em véspera de fim de semana prolongado, nem mesmo o anúncio do fim da greve – que durou três dias e quase fez parar o País - permitiu eliminar as filas de carros para abastecer.
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