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Praia da Vagueira alheia aos riscos

Um rombo produzido pela fúria do mar na defesa frontal da praia da Vagueira, durante a madrugada de ontem, levou a autarquia a pedir uma intervenção de urgência ao Instituto Nacional da Água. Ontem, à tarde, começaram a ser descarregados os primeiros camiões de pedra como medida preventiva.

25 de fevereiro de 2007 às 00:00

Apesar do aparato produzido pela intervenção, que motivou o encerramento de uma das ruas de acesso à praia, a população confessa estar confiante e não ter medo de que as casas (principalmente prédios de ocupação sazonal) sejam afectadas.

João Nunes, que habita na localidade, mas tem casa afastada do mar, conta que “durante a noite o mar galgou o paredão e desceu até à estrada”. “Durante muito tempo ninguém quis saber disto. Basta deitar aqui pedra para que o mar já não passe”, vaticina.

Fernando e Elisabete Saraiva revelaram-se o único casal que se encontrava em casa, num dos prédios situados a cerca de 30 metros do rombo. “Estas situações já ocorreram em anos anteriores e as pedras sempre preveniram males maiores. Por isso estamos descansados”, referem.

Também o presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, não vê motivos para preocupação e diz mesmo que “não se pode comparar a Vagueira com Esmoriz”, referindo-se a um estudo da Universidade de Aveiro, que aponta a existência de quatro mil casas em risco entre as duas praias. “Uma é um aglomerado de casas clandestinas construído abaixo da cota do mar, outra um conjunto de habitações ordenadas e com uma defesa eficaz”, salienta.

Rui Cruz acrescenta que “se a Vagueira está em situação crítica, como alguns sentenciam, então também as localidades, abaixo da cota, que se situam nos concelhos de Ílhavo e até a própria cidade de Aveiro estão em risco”.

As medidas de intervenção urgente face ao avanço do mar continuaram ontem, na praia de Esmoriz, onde a situação esteve mais calma.

A população já desmobilizou da rua e afirma que se não fosse o alerta dado pelos meios de Comunicação Social “ainda ninguém tinha vindo socorrer as casas”.

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