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Correio da Manhã

Portugal
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Precarização atinge 25%

Vinte e cinco por cento dos trabalhadores do distrito do Porto estão em situação laboral precária. O valor é ligeiramente superior à média nacional que se situa nos 22 por cento. Os dados foram avançados ontem pela União de Sindicatos do Porto (USP), afecta à CGTP-IN.
4 de Junho de 2008 às 00:30
A União dos Sindicatos do Porto alerta para o aumento do desemprego e da pobreza no distrito
A União dos Sindicatos do Porto alerta para o aumento do desemprego e da pobreza no distrito FOTO: António Rilo

A organização sindical afirmou ainda que a pobreza se alastra no distrito e que para tal muito contribui os cem mil desempregados contabilizados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional."Ossalários são também mais baixos do que a média nacional, cerca de dez por cento inferiores", disse o dirigente da USP, João Torres.

Os sindicalistas deram ainda exemplos concretos dos casos de precarização das conduções de trabalho.

"A Quimonda , de Vila do Conde, tem 50% dos trabalhadores com contratos a prazo e que no fim do ano são despedidos. Anualmente, 900 trabalhadores são despedidos e pensamos que o Governo deveria exigir respeito às leis de trabalho", disse o sindicalista Miguel Moreira.

Outro exemploé o de 13 operários da Fapobol que a empresa quer despedir, segundoa USP, porque "exigem o pagamento atempado dos salários".

Por isso, a organização sindical promete que vão sair do Porto cinco mil manifestantes para o protesto amanhã em Lisboa contra o novo Código Laboral.

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