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Correio da Manhã

Portugal
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Preço de terreno põe população e Igreja em conflito

A população de Boelhe, em Penafiel, vão manifestar-se, no dia 12 de Junho, em protesto pelo preço exigido pela diocese do Porto para cedência de um terreno destinado à construção de um lar de idosos.
3 de Junho de 2011 às 17:08
População alega que lar faz muito falta
População alega que lar faz muito falta FOTO: Diogo Pinto

Os populares ouvidos pela agência Lusa dizem-se "revoltados e indignados" com o  facto de a diocese exigir à Associação para o Desenvolvimento da Freguesia de Boelhe (ADFB) 80 mil euros por uma parcela de 3.300 metros quadrados de terreno. "Está muita gente aqui na freguesia descontente com tudo isto, porque o lar faz muita falta", disse à Lusa Paulo Ferreira, proprietário de um café na localidade, garantindo que "muita gente" se vai manifestar.

Segundo os populares, há um protocolo com a Fábrica da Igreja de Boelhe,  celebrado em 2009, no qual está estabelecido o compromisso de o terreno ser cedido à instituição particular de solidariedade social (IPSS) por 33 mil euros. Por isso, desde essa data que a IPSS diligenciou no sentido de reunir esse dinheiro, nomeadamente com ajuda da população, para conseguir adquirir o terreno. A associação também suportou os custos exigidos para o pedido de destaque da parcela de terreno.

O presidente da direcção desta IPSS, Rui Abrantes, confirmou esta situação e lembrou que a construção do novo equipamento, que inclui lar de idosos, centro de dia e creche, tem garantida uma comparticipação da Segurança Social, desde 2008, no âmbito do Programa Pares, no valor de 1,2 milhões de euros.

O dirigente considera "especulativo" o valor exigido agora pela Diocese do Porto, porque o equipamento se destina a fins exclusivamente de âmbito social. À Lusa recorda, por outro lado, que a Igreja vendeu uma parcela de terreno idêntica à Câmara de Penafiel, para execução de infra-estruturas, pelo valor simbólico de 10 euros.         

Rui Abrantes garante que o valor exigido agora pela Diocese do Porto inviabiliza a construção do equipamento com respectivas valências e a criação de 33 novos postos de trabalho na freguesia.

A Lusa contactou a diocese do Porto para obter esclarecimentos sobre esta matéria, mas a instituição remeteu para mais tarde qualquer posição pública.  

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