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Correio da Manhã

Portugal
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Predadores sexuais libertados por juízes

Perseguida durante três meses, o pesadelo da menina de 12 anos começava mal passava dos portões da escola.
6 de Janeiro de 2011 às 00:30
Paulo queixa-se de que foi agredido por agentes da PSP na Esquadra de Santo André, Barreiro
Paulo queixa-se de que foi agredido por agentes da PSP na Esquadra de Santo André, Barreiro FOTO: Manuel Salvado

Quase todos os dias, o predador sexual de 29 anos esperava por ela ao final do dia, junto à secundária D. José I, na Musgueira, em Lisboa, e obrigava--a à prática de actos sexuais. O sofrimento da criança foi longo, mas o agressor, casado e actualmente desempregado, foi preso pela PJ. Presente ontem no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, o juiz colocou-o em liberdade. Isto no mesmo dia em que Paulo, o homem de 32 anos anteontem detido pela PSP no Barreiro, foi solto depois de ser apanhado em flagrante a tentar violar um rapaz de nove anos.

No caso da menina de 12 anos, os abusos eram consumados junto à escola, sem que professores ou colegas se apercebessem. Contactada ontem à tarde pelo CM, os responsáveis da instituição de ensino escusaram-se a prestar quaisquer declarações, acrescentando que não tinham conhecimento do assunto. "Não podemos comentar uma situação que não nos foi participada", disse uma dirigente. Vítima e agressor conheceram-se em Setembro numa festa. O homem convenceu a menina a dar-lhe o número de telemóvel, pedido a que esta acedeu – nunca imaginando o sofrimento que ia passar. Desde então, o predador sexual não mais a largou. Vigiava-a à entrada da escola e no final das aulas estava à sua espera. Depois levava a menor para as imediações do edifício onde a abusava sexualmente.

No Barreiro, Natália Simões, 43 anos, amiga de Paulo, diz que "ele tem o pensamento de uma criança e foi agredido na esquadra. Tenho a certeza de que não fez nada". Paulo sofre de problemas mentais, o que terá sustentado a decisão do tribunal. Apesar de ser apanhado em flagrante, os exames à vítima mostrarem que não houve consumação do acto. O pai do menor sustenta que "foi cometido um crime que deve ser punido".

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