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Correio da Manhã

Portugal
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Prédios de alto risco para 1500 moradores

Há quase 1500 moradores em prédios de “alto risco” nas Caldas da Rainha. Se houver uma fuga de gás ou um incêndio pode acontecer uma tragédia. As conclusões são do Conselho da Cidade (CS), uma associação consultora da Câmara Municipal.
26 de Março de 2005 às 00:00
O grupo de trabalho ‘Ambiente, Urbanismo, Património e Turismo’ do CS considera que os quinze edifícios de dez andares situados no centro da cidade, onde vivem 1482 pessoas, são de “alto risco”, devido à falta de condições e de equipamentos em matéria de segurança.
Os responsáveis pela conclusão reuniram com os administradores dos condomínios dos edifícios de apartamentos situados nas avenidas 1.º de Maio e Independência Nacional e descobriram diversos “riscos urbanos” para os moradores.
José Manuel Amaral, técnico de incêndios e membro do CS, alerta para a existência de problemas como a falta de escadas de emergência, insuficiência de equipamentos, entre os quais extintores ou torneiras para fecho do gás, a que acresce o facto das ruas adjacentes serem estreitas, dificultando o acesso dos autotanques dos bombeiros.
Os ‘soldados da paz’ terão, em caso de emergência, de enfrentar também como obstáculo a altura dos edifícios (cerca de 30 metros), pois a escada disponível no carro dos bombeiros não chega além do oitavo andar.
Além disso, tem quase 30 anos de existência, pelo que precisa de ser substituída, por não corresponder as necessidades actuais do combate aos fogos ou prestação de socorro em meios urbanos.
No levantamento feito pelo CS, foram ainda detectados vários grelhadores nas varandas dos prédios, alguns feitos em cimento, cujas brasas potenciam os riscos de incêndio, pelo que os moradores devem tomar especiais cuidados para evitar que venham a provocar um fogo, que poderia ser trágico.
Como intuito de prevenir situações difíceis em caso de catástrofe, foi distribuído aos moradores dos prédios um inquérito sobre as condições de segurança no interior e exterior dos edifícios, para melhor avaliar o estado em que se encontram.
Com o objectivo de “eliminar o estacionamento caótico e a requalificar a envolvente das avenidas”, para diminuir os obstáculos ao acesso dos bombeiros, Jorge Mangorrinha, vereador do planeamento da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, apresentou um projecto para a construção de um novo passeio público e um silo automóvel.
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