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Correio da Manhã

Portugal
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Preservativo gera consenso

Os movimentos de defesa da vida e diversas confissões religiosas saúdam a posição do Vaticano de aceitar o uso do preservativo em determinadas circunstâncias, nomeadamente nas relações entre casais em que um dos cônjuges é portador do vírus da sida.
29 de Abril de 2006 às 00:00
“A Santa Sé está a estudar o assunto com cientistas e teólogos expressamente encarregues de redigir um documento que será divulgado em breve”, anunciou o cardeal Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde .
Para o líder da comunidade islâmica em Portugal, Sheik Munir, trata-se de “um passo positivo”, já que a doença “não escolhe cor nem religião”. Refira-se que o islão permite o uso de qualquer contraceptivo.
Joshua Ruah, da comunidade judaica, também é da opinião de que se deve usar o preservativo “para proteger pessoas da sida, hepatite e outras doenças. Mas nunca como um meio de regular a natalidade”.
Para o padre Alexandre Bonito, da Igreja Ortodoxa, “este Papa é uma surpresa e vai continuar a surpreender-nos pela positiva”.
Isilda Pegado, da Federação ‘Pela Vida’ (contra o aborto), admite o recurso ao preservativo nos moldes defendidos “desde sempre” pela Igreja. “Não é solução para evitar a gradivez nem controlar a natalidade. Agora, se um dos cônjuges está infectado, é aceitável o seu uso. Mas só neste caso”.
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