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Presidente da Câmara do Porto considera que episódios de violência na cidade refletem "falhanço do Estado"

Grupo de seis turistas terá sido roubado e espancado por um grupo de homens "que habitualmente circulam as Galerias para vender droga"

18 de agosto de 2026 às 17:10

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considerou esta terça-feira que os episódios de violência que se registaram nos últimos dias na cidade do Porto refletem o "falhanço do Estado" na área da segurança.

"[Os portuenses] têm o direito de poder viver o espaço público com tranquilidade. É inaceitável e inadmissível que haja grupos organizados - que ainda por cima estão identificados - e que perturbam essa ordem pública e não haja uma resposta das autoridades. Isto é o falhanço do Estado, não pode acontecer", afirmou o autarca, eleito pela coligação PSD/CDS/IL, à Lusa.

Pedro Duarte falava a propósito de desacatos registados na noite de sexta-feira para sábado na baixa do Porto, especificamente na zona da Movida.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), um grupo de seis turistas terá sido roubado e espancado por um grupo de homens "que habitualmente circulam as Galerias para vender droga" e, mais tarde, na mesma madrugada, no bar Hora Extra, um cliente terá atacado um segurança no pescoço com um copo de vidro partido.

Apesar de reconhecer que o Porto é "uma cidade segura", o presidente da autarquia lamentou que haja "alguns focos de perturbação da ordem pública", adiantando que em setembro vai levar para o terreno um "plano operacional" que está a ser desenhado em conjunto com a PSP, a Polícia Municipal e "outras forças".

Já a 21 de novembro, poucos dias após tomar posse, Pedro Duarte anunciou estar a trabalhar num "plano de reforço de segurança e da tranquilidade pública" na cidade.

Sobre o reforço de 200 agentes para o Comando Metropolitano do Porto da PSP, anunciado pelo primeiro-ministro em maio, Pedro Duarte relembrou que o compromisso foi que estes agentes estivessem no terreno no final do ano -- uma vez que se encontram ainda em formação --, assim como o reforço de 80 efetivos para a Polícia Municipal do Porto.

O autarca espera que o plano e o reforço de agentes possam "mudar o paradigma" e garante que o município que lidera tem "reforçado todos os meios que são possíveis", exemplificando com o aumento da videovigilância espalhada pela cidade.

Em julho, o social-democrata anunciou estarem a ser estudados locais com "problemas específicos identificados" para avançar com a quarta fase da videovigilância, que deverá alargar a rede a mais 25 pontos.

Desde junho de 2023 que na baixa do Porto estão a operar 79 câmaras de videovigilância e desde o final de 2025 que estão a operar mais 117 na zona da Asprela, Campanhã, Estádio do Dragão, Pasteleira e Diogo Botelho.

Em março, foi lançado um concurso público de 1,4 milhões de euros para a instalação de "um conjunto mínimo de 50 câmaras" de videovigilância na freguesia de Ramalde.

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