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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente de Pedrógão Grande responde em tribunal por mortes

Tribunal pronunciou dez arguidos entre presidentes de municípios e responsáveis da EDP e Ascendi.
Mário Freire 22 de Junho de 2019 às 01:30
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Valdemar Alves
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande constituído arguido
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Valdemar Alves
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande constituído arguido
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Valdemar Alves
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande constituído arguido
Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande
O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, vai mesmo a julgamento no caso dos incêndios de junho de 2017, que causaram 66 mortes e centenas de feridos, após ter sido pronunciado pelo Tribunal de Instrução Criminal de Leiria.

A mesma decisão foi tomada relativamente aos autarcas que lideravam os concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera.

Dos 13 arguidos que estavam acusados pelo Ministério Público vão 10 a julgamento.

Valdemar Alves não tinha sido acusado por ter alegado que o ordenamento florestal do concelho estava delegado no vice-presidente, José Graça, que foi agora despronunciado pelo juiz, tal como os comandantes do CDOS Leiria, Sérgio Gomes e Mário Cerol. O juiz entendeu que estes dois arguidos "perante a anormalidade do evento, pouco poderiam fazer".

Valdemar Alves irá responder em tribunal por sete crimes de homicídio por negligência. Fernando Lopes, que liderava a autarquia de Castanheira de Pera, está acusado de ter responsabilidade sobre 10 mortes e o autarca do concelho vizinho de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, responde por dois crimes de homicídio por negligência.

O juiz argumenta que os autarcas ao não procederem à manutenção florestal junto às estradas municipais "aumentaram um risco já existente de produção de lesões na vida e na integridade física de outrem".

Vai também a julgamento o comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, por não autonomizar "o incêndio de Regadas", nem pedir "reforço de meios".

Responde por 63 crimes de homicídio por negligência e 44 de ofensa à integridade física por negligência, 12 dos quais graves. Os mesmos crimes são imputados a José Geria e Casimiro Pedro, da elétrica EDP.

Os restantes arguidos são a engenheira florestal da autarquia de Pedrógão Grande e três funcionários da Ascendi Pinhal Interior.

PORMENORES
Tragédia
O incêndio que deflagrou a 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas.

Reconstrução
O incêndio de Pedrógão Grande deu origem a um outro inquérito, que investiga alegadas irregularidades no apoio à reconstrução de casas que arderam no fogo, em 2017, e que tem 43 arguidos, anunciou a Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia 7 de junho.
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