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Preso 17 anos por matar o pai

Um "motivado desejo de vingança" e a "extrema gravidade dos factos" foram fundamentais para o coletivo de juízes condenar, em cúmulo jurídico, a 17 anos de cadeia Miguel Cadilhe, que em novembro de 2011 desferiu 28 facadas no pai, o campeão de póquer Manuel Cadilhe. Depois da leitura do acórdão, que decorreu ontem no Tribunal de Vila do Conde, o advogado do jovem, Eduardo Teófilo, anunciou que vai recorrer da decisão.

12 de janeiro de 2013 às 01:00

Miguel, agora com 21 anos, beneficiou do regime especial para jovens, mas ainda assim apanhou a pena máxima permitida nessas condições – que prevê penas entre os dois e os 16 anos de prisão para o crime de homicídio. A pena foi agravada em mais um ano porque Miguel respondia por incêndio e profanação de cadáver.

O tribunal deu como provado que a relação entre a vítima e o homicida não era boa. Miguel chegou até a acusar o pai de o ter abandonado, "tendo desenvolvido um sentimento obsessivo de ressentimento", lê-se no acórdão.

Para o tribunal, a ideia de matar Manuel Cadilhe surgiu quando este quis impedir o filho de jogar póquer a dinheiro. Miguel escreveu um plano a detalhar como praticaria o crime, o que mostra a premeditação.

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