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Correio da Manhã

Portugal
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Preso espanca guarda após ficar sem armas

Um guarda prisional da cadeia do Linhó foi agredido ontem por um recluso, a murro e a pontapé. Esta foi a terceira agressão a guardas desde o início do ano, o que reflecte "o sentimento de impunidade" que se vive nas prisões.
18 de Janeiro de 2011 às 00:30
Desde o início do ano, já foram agredidos dois guardas prisionais só na cadeia do Linhó, em Sintra
Desde o início do ano, já foram agredidos dois guardas prisionais só na cadeia do Linhó, em Sintra FOTO: Vítor Mota

"Se for um guarda a agredir um recluso, tem o serviço de inspecção à perna. Se for um preso a agredir, fica meia dúzia de dias de castigo e regressa à sua vida normal dentro da cadeia", queixou-se um guarda prisional ao CM.

A agressão no Linhó registou-se ontem de manhã e atirou com o guarda para o hospital. Os serviços prisionais tinham feito uma rusga à cela de um preso no domingo à noite e apreendido armas artesanais. Na reabertura das portas, o recluso atirou-se ao guarda, desferiu-lhe vários murros e pontapés, deixando-o ferido na cara e numa mão.

No início do ano, um outro guarda tinha sido agredido também no Estabelecimento Prisional do Linhó. "O agressor apanhou seis dias de castigo e já por lá anda, como se nada tivesse acontecido", adiantou a mesma fonte.

No sábado, a vítima foi um guarda da cadeia de Sintra. Tentou travar uma rixa entre dois presos e um deles esmurrou-o. Sofreu um traumatismo da cana do nariz.

"Isto é o resultado de um acumular de situações em que os reclusos saem impunes. Se não forem tomadas posições concretas para controlar este tipo de atitudes, o clima de tensão vai piorar", alerta Júlio Rebelo, presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP).

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