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Correio da Manhã

Portugal
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Preso já foi abandonado por 14 advogados

Alcino Reis está detido em Paços de Ferreira e queixa-se de não ter direito a defesa condigna. Motivos são sigilosos.
Débora Carvalho 3 de Dezembro de 2018 às 01:30
Prisão de Paços de Ferreira
Cadeia de Paços de Ferreira
Prisão de Paços de Ferreira
Prisão de Paços de Ferreira
Cadeia de Paços de Ferreira
Prisão de Paços de Ferreira
Prisão de Paços de Ferreira
Cadeia de Paços de Ferreira
Prisão de Paços de Ferreira

Alcino Reis, preso no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira por homicídio e ofensas à integridade física, já foi abandonado por 14 advogados oficiosos. Todos pediram escusa de o defender - o motivo é confidencial - e o recluso aguarda pela nomeação de um novo defensor pela Ordem dos Advogados, no âmbito do apoio judiciário. "Fico privado do direito ao acesso aos tribunais.

É uma fantochada", criticou Alcino Reis numa carta enviada ao CM, na qual refere ainda ter conhecimento, apesar de ser uma situação invulgar, de outro caso idêntico.

Ao CM, a Ordem explicou que os argumentos apresentados pelos advogados são "sigilosos", pelo que nem o recluso deverá saber o motivo pelo qual os advogados pediram para não o defender. A primeira nomeação ocorreu em abril de 2015 e o último pedido de dispensa de patrocínio foi em setembro deste ano.

A maioria dos mandatários eram de Bragança, onde o processo decorre. O beneficiário do apoio judiciário também pode, em qualquer processo, requerer à Ordem a substituição do patrono nomeado, fundamentando o seu pedido.

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