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Correio da Manhã

Portugal
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Preso recluso perigoso

Um homem considerado “muito perigoso”, com crimes de homicídio e sequestro no cadastro, foi capturado anteontem pela Polícia Judiciária de Aveiro e reconduzido ao Estabelecimento Prisional de Coimbra, de onde estava evadido há cerca de um ano. Quando foi surpreendido pela acção policial, no Bairro de Santiago, em Aveiro, onde ultimamente residia, ainda tentou a fuga e a agressão aos elementos da PJ através de uma chave de fendas, com vários centímetros de comprimento, mas foi prontamente manietado.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
O recluso, de nome Cirino, com 54 anos, tinha aproveitado uma saída da cadeia – quando realizava exames médicos – para escapar à Justiça. No rol dos crimes por que já foi condenado encontra-se o bárbaro assassinato de uma jovem de Aveiro há 26 anos – pelo qual saiu em liberdade em 1990 – e, mais recentemente, uma acusação de sequestro, lenocínio agravado, posse de armas e crimes contra a propriedade, pela qual cumpria 11 anos e 6 meses de cadeia.
Com um longo historial de crimes violentos, Cirino é uma “personagem” muito conhecida na zona de Aveiro e só mesmo o longo tempo em que passou recluso terão evitado que fosse facilmente reconhecido por populares. Durante o tempo em que esteve fora dos estabelecimentos prisionais manteve-se sempre relacionado com o lado mais negro da vida nocturna, a prostituição e a droga.
No decurso da operação policial, cuidadosamente preparada para a sua captura, a casa do evadido foi alvo de busca resultando na apreensão de uma caçadeira de canos serrados e uma quantidade apreciável de munições. As autoridades encontraram ainda alguns pares de algemas e outro material usado para imobilizar pessoas, pelo que foi aberto um novo processo de investigação por forma a apurar se, durante este último ano, se Cirino se terá envolvido em outras actividades criminosas.
HOMICÍDIO QUE CHOCOU AVEIRO
Cirino tinha 28 anos quando foi preso pela autoria de um crime de homicídio que, pela extrema violência, chocou a comunidade aveirense em 1981. Foi condenado a 20 anos de cadeia pelo bárbaro assassinato da jovem Irene, com quem manteria uma relação amorosa. Cirino matou-a e desfez-se do corpo atirando-o ao mar na praia da Barra, mas antes do caso ser solucionado ainda tentou extorquir dinheiro à família da vítima para denunciar o local em que esta se encontraria. A jovem de 20 anos, filha de um conhecido comerciante de Aveiro, já tinha abandonado a casa paterna e estaria envolvida com drogas e prostituição. Por essa altura conheceu e apaixonou-se por Cirino, residente na Gafanha da Nazaré ligado ao mundo da segurança nocturna. Este sempre negou a autoria do crime, mas as provas reunidas então pela polícia foram determinantes para a sua condenação.
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