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Correio da Manhã

Portugal
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Prevenção de fogos florestais ineficaz em Portugal

Comandante dos bombeiros de Condeixa-a-Nova defende planeamento a longo prazo.
28 de Maio de 2015 às 13:10
O comandante dos Voluntários de Condeixa é também formador de bombeiros
O comandante dos Voluntários de Condeixa é também formador de bombeiros FOTO: Ricardo Almeida
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Condeixa, Coimbra, Fernando Gonçalves, denunciou esta quinta-feira, em Bruxelas, que em Portugal a prevenção dos incêndios florestais não funciona, defendendo planeamento a longo prazo e maior investimento neste pilar do combate a fogos.

"Temos que gastar mais dinheiro na prevenção do que no combate, temos que perceber que a prevenção tem que ser feita, não é de um ano para o outro - tem alguns anos, para depois o combate ser feito como nos outros países, com mais eficácia", disse Fernando Gonçalves, à Lusa.

O comandante dos Voluntários de Condeixa, que é também formador de bombeiros, defendeu o regresso ao modelo da vigilância por guardas-florestais, entre outras medidas.

"Falta voltar aos guardas-florestais que havia antigamente, alguém que conheça a floresta todo o ano, fazer queimas controladas durante o inverno, faixas de contenção, tratar de toda a biomassa para que no verão", considerou. 

O responsável alertou ainda para o problema de a GNR não atuar para impor o cumprimento da legislação que obriga a que as matas estejam todas limpas num raio de 100 metros das aldeias, o que obriga os bombeiros a dar prioridade à proteção das casas em vez de fazerem o combate ao incêndio na floresta.
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