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Correio da Manhã

Portugal
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Prisão para traficantes

As quantidades de droga, armas e dinheiro, apreendidas na rusga de finais de Setembro do ano passado, não eram muito significativas, mas a rede actuava de forma continuada e a droga era distribuída a centenas de clientes que, todos os dias se dirigiam ao Monte do Picoto.
3 de Dezembro de 2007 às 00:00
A PSP vigiou o tráfico de droga no Monte do Picoto durante quatro meses
A PSP vigiou o tráfico de droga no Monte do Picoto durante quatro meses FOTO: Secundino Cunha
Foi por isso que o colectivo de juízes da Vara Mista de Braga teve mão pesada para com dois dos cinco arguidos neste processo do gang do Monte do Picoto, condenando-os, cada um, a cinco anos de prisão efectiva.
A. Fernando e E. Silva tidos como cabecilhas da rede, ouviram o juiz presidente, António Madureira, a dizer-lhes que a pena castiga “condutas muito gravosas e praticadas de forma continuada”.
Na aparatosa rusga de há um ano, realizada após um período de observação e vigilância das autoridades, que decorreu entre Junho e Setembro de 2006, foram apreendidas apenas algumas centenas de doses de cocaína e haxixe, duas pistolas, um sabre, objectos em ouro e algum dinheiro.
No entanto, ficou provado que o grupo era alvo de fornecimento quase diário, pelo que não mantinha grandes quantidades de produto em casa. Uma forma, aliás, cada vez mais utilizada pelas pequenas redes de distribuição, no sentido de minimizar eventuais efeitos judiciais.
Quanto aos outros cinco arguidos, três foram condenados a penas entre os dois e os vinte meses, tendo sido suspensas por igual período de tempo, e dois acabaram por ser absolvidos em sede de julgamento por não ter sido possível provar o crime, ficando provado apenas que se deslocavam ao Monte do Picoto para comprar droga para consumo pessoal.
“SIMPLES CONSUMO”
Todos os arguidos disseram ao tribunal que eram apenas consumidores, mesmo os que residem no bairro e cujas casas foram alvo de busca policial.
Só que, as observações, levadas a cabo pela PSP de Braga, revelaram que o local era frequentado por mais de duas dezenas de clientes por dia, o que fez cair por terra o argumento do “simples consumo”.
O dinheiro apreendido, que se provou ser proveniente do tráfico de droga, tal como as armas, foram declarados perdidos a favor do Estado.
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